TORNA-TE QUEM TU ÉS!

Twiitando



Cada dia que passa eu creio menos no bípede implume.
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Quer queira quer não, a lógica move o intelecto, e o intelecto aduba a evolução.
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Da para levar a sério um grupo de homens que acredita numa cobra falante?
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Não é se arrependendo que o que se fez desaparece. Tudo tem conseqüências, e mesmo aquele que sinceramente se arrepende, tem que estar sujeito a punição proporcional.
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Eu não dou a outra face, pois não tenho duas caras.
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Aqueles que creem em deus deveriam ter a consciência que religiões nada têm a ver com ele.
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De que vale pensar tanto se as respostas não existem?
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Perguntas são regra, respostas são exceção.
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Chuva arremessada ao léu, manifetação de um deus? Serão lágrimas com gosto de fél ou cuspe em cima dos ateus?
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Superior mesmo, seria, ou deveria ser a fome por buscar respostas. Muitos têm, outros só acreditam no que lhe impõem. Questionar é o que legitimiza e comprova a existência humana.
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Torquemada e Stalin. As duas faces da mesma moeda.
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Respostas têm seu preço.
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Eu não sou ateu, eu sou agnóstico. Eu sou cético. Eu duvido. Não tenho certeza. Certezas são perigosas.
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Durante séculos os teístas impuseram seus deuses. Hoje, quando aparece um ateu questionador, a velha chama da Inquisição se acende.
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Como um religioso cristão pode interpretar os seis dias da criação como alguns milhões de anos e mesmo assim crer num ofidio falante?

O niilismo passivo é desgraçadamente poético...
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Quanta melancolia há num crepúsculo ensangüentado...
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Vão-se os dias, por entre os dedos escorrem as horas, mas as recordações me afundam na areia movediça da ampulheta.
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Horas a fio, no fio da navalha, no fio do trapézio esperando a ventania...
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...e quantas horas serão necessárias para que as horas passem?
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Que grande conquísta que é o raciocínio... e que grande desgraça que é pensar.
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Os amanhãs são fantasias... como o próprio tempo. Eu nunca vi um amanhã.
O passado existe e o presente é apenas uma transição para o impossível.
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A noite me segredou que o dia sorriria, mas que depois falaria de mim pelas costas.
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Não te entregues ao ócio, me falou a alvorada, e pare de imitar Omar Khayam, gritaram os pássaros.
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Quão doce seriam as manhãs se não existissem as recordações, e quão aconchegante seria o despertar.
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Apiedar-se do incauto é auto comiseração.
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Esmolando é que se conhece almas.
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Enaltecer a ignorância é fazer parte da tirania. Nenhum povo pode se isentar da responsabilidade de sua própria desgraça.
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Se no Brasil se utilizasse mais o cérebro e menos a bunda, não se faria na urna o que se faz na privada.
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O machismo não seria uma forma de oprimir a mãe?
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Então partindo do pressuposto que a educação doméstica advém da mulher, a mãe seria a fomentadora do machismo?
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Passo o dia pensando que seria melhor não pensar tanto.
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É uma pena eu não ser católico para poder ser excomungado.
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Já viram algum ateu com microfone em punho pregando o ateísmo em via pública?
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Seria o ato de apaixonar-se trair a si mesmo e a infidelidade um auto reencontro?
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A decadência é fundamentalmente poética.
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...e o velho gen egoísta a povoar com escravos frustados o paraíso perdido.
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Permaneço no cesto do balão, solitário acima das nuvens. Não sigo a multidão. A história já provou que a maioria sempre está errada.
Desconstruir, novamente esse tema me vem a cabeça, novamente essa palavra me persegue como um pesadelo de negação da mesmice empobrecedora do intelecto.
E que grande tontura (e tortura) se torna o viver se as correntes sempre nos arrastam para o mesmo buraco da robotização.
Não. Diga não ao agora imposto, como a inevitabilidade do pensamento humano.
Duvide, se instrua, ataque o tudo com o nada e o nada com o tudo. Pense. Rasgue a máscara da imparcialidade. Vc é parcial. Mesmo que seja conservador, abra a boca e desmistifique o acaso, pois ele nada mais é que criação sua. Não confunda Stephen Hawkins com Richard Dawkins. Não confunda liberdade com libertinagem, não confunda imunidade com impunidade.
Existem pessoas que querem dominar enquanto outras querem ser dominadas.
Esse é o sentido da religião. Sexo sem sexo.
O que são milagres? São violações das leis naturais.
Se deus existir, como poderia ter criado as leis da natureza para depois violá-las?
Se, de alguma maneira ficar provado amanhã que deus não existe, de uma forma absolutamente incontestável, de uma maneira que todos os 6 ou 7 bilhões de pessoas do mundo, da noite para o dia, tornem-se ateus, eu garanto que esse fato não me fará sair matando, ou estuprando ou roubando. Eu e bilhões não nos tornaremos maus pelo simples fato de ter sido provada a inexistência de deus.

O bom caratismo não depende da existência de um deus.
Ser bom, ser altruísta, querer ajudar as pessoas, ser feliz, querer ter uma familia, ter a moralidade saudável, ser uma pessoa de bom coração. Isso tudo independe de religiões ou da existência de um deus.

Os sacerdotes da Inquisição acreditavam em deus, Hitler acreditava em deus, os traficantes de drogas acreditam em deus, terroristas acreditam em deus, os padres pedófilos acreditam em deus e nem por isso são bons.

Não há relação entre ser bom e acreditar em deuses, como também não há relação entre ser mau e ser ateu.
Não entendo a tal justiça divina q todos falam.
Primeiro deixa que aconteça para depois tomar providência?
Políticos são como deuses, não merecem nossas esperanças.
Não confundamos política com políticos.
A política é uma mãe dedicada, o político é o filho traficante.
A felicidade é para os ignorantes, pois só os ignorantes são felizes, mas sua busca sintetiza a mais inteligente aspiração humana.
A conquista da estabilidade emocional, portanto existencial, é talvez a fantasia mais perseguida por esse bípede transtornado que é o ser humano.
Cada um tem seu ideal, cada um tem seu quadro pintado, elaborado e cuidadosamente pincelado em infinitos e complicados matizes de desejos.
O que é a verdade a não ser o entendimento de cada um.
A felicidade bóia num copo d̕agua para o sedento, está na gravidez para a gestante e num beijo para os apaixonados.
E depois da sede saciada, e depois do parto finalizado, e depois do beijo dado?
A busca continua, o inferno se estende. O desejo é um buraco sem fundo.
O desejo é real, a fome é real, mas a saciedade é uma ilusão.

Pratiquei a fé judaica há uns dez anos e por questionar os dogmas dessa religião abandonei minha crença, encontrando refúgio para meus questionamentos no ceticismo.
Há algum tempo minha sede foi parcialmente saciada quando encontrei uma certa lógica no deísmo.
O deísmo, por não crer num deus masculino e antropomorfo, é sem dúvida uma evolução no âmbito da crença numa divindade, porém penso que seu racionalismo é manco, por permanecer crendo (sem provas concretas ) em uma energia criadora. É uma modalidade de dogma pseudo-racional.
Comecei então a me perguntar se minha crença nessa consciência universal seria apenas fruto de fé. E cheguei à conclusão que sim.
Então me tornei agnóstico. Ateu cético. Nunca nenhum argumento me provou cabalmente a existência de uma energia criadora, como nunca nenhuma argumentação me comprovou indubitavelmente a inexistência dessa energia.
Eu duvido, não nego. Creio que a dúvida é o caminho para o conhecimento e não a pura e simples negação.
Eu ouço tanto teístas quanto ateus, bem mais do que um ouve o outro. Escuto seus argumentos e contesto o que acho não ter embasamento. Para o ateu não defendo que deus exista, apenas nego sua argumentação, se essa for falha. Para o teísta contra-argumento rebatendo os pontos que entendo serem embasados em dogmatismo. Não posso negar (ainda) que deus exista, mas também não posso afirmar.
Essa postura não me faz estar em cima do muro, como muitos acham, mas me faz permanecer em constante estado de dúvida. Em vigília ininterrupta na busca por conhecimento.
Em diversas passagens bíblicas existem procedimentos altruístas interessantes e ela sem dúvida está repleta de lições de bom caratismo a serem seguidas, porém, não podemos negar que está repleta de genocídios, incestos e infidelidade.
Para mim é fundamental entender as coisas.
Se esse tal desejo de deus (se é que existe) não pode ser entendido, então se torna pra minha lógica, impossível de ser seguido. Não posso cegar meu raciocínio a ponto de caminhar por uma estrada que desconheço e sem questionar, apenas porque alguém supostamente superior disse que será melhor assim.
Sera melhor para quem?
Arte é a produção de sentimentos, é a materialização de impressões.
Seja em que esfera for, na área plástica, na música ou na literatura.
A forma e o significado é dado por cada um. Porém o observador pode entender determinada obra até de uma maneira oposta a que o criador entende. Peneiramos com o cérebro o que nos chega pelos sentidos e através desse entendimento criamos nossas próprias definições. Por isso que sempre afirmo que a verdade nada mais é que uma interpretação. Cada um tem a sua.
Cada cérebro entende à sua maneira e tem uma forma peculiar de absorver e processar a informação.
É muito importante que essa idiossincrasia seja burilada, seja esculpida através de leituras e buscas incessantes de conhecimento.
O material é vasto, o interesse infelizmente nem tanto, por conseguinte, muitos compreendem de forma equivocada a mensagem enviada, pois a falta de um pensamento crítico prejudica profundamente o entendimento da informação.
Para que possamos engrandecer nosso poder de entendimento o primeiro passo é não impedir a informação de chegar até nós por preconceito. A própria palavra já define sua limitação: Pré- conceito. Conceituar previamente, sem absolutamente nenhum conhecimento daquilo, já julgamos, condenamos e executamos.
Venha de onde vier, é informação. Não limitemos nosso cérebro ao que equivocadamente julgamos como certo e errado. Raciocinemos.
Quando estamos dentro de um buraco olhamos pra cima.
Isso não quer dizer que aquele que esteja em pé a sua borda
seja obrigatoriamente superior.
Ele está mais alto apenas porque quem olha está mais baixo,
e quando ele estende a mão é para colocar-nos em seu nível.
Se não temos a mente aberta, isso não quer dizer que quem tenha seja superior, só quer dizer que ainda não saimos de nosso buraco.

Platão se referia à caverna, eu me atenho ao buraco,
onde aquele que vagueia pela escuridão do seu fundo
é o homem em estado de alienação.
É aquele que se deixa levar pelas verdades dos outros
e por dogmas cuja racionalidade facilmente destrói.
Pensemos, racionalizemos, fujamos da penumbra do raciocínio.
Escalemos as paredes do buraco de nossa ignorância para atingir a luz da razão.

É uma questão de natureza. A coruja pia, a cobra silva, a ovelha bali . Eu falo como falo, escrevo como escrevo pois se falasse ou escrevesse diferente não seria eu. Creio que a linguágem tem uma importância extrema, seja, evidentemente, escrita ou falada. É através dela que expomos idéias, e tal manifestação do intelecto deve ser exercitada sempre. Tão importante quanto saber expor, é saber escutar. É buscar um entendimento racional daquilo que se quer compreender. Para tal é importantíssimo ler. Nada justifica a falta de interesse no saber, a não ser a preguiça mental. Não querer adquirir conhecimento é em si um ato passível de antipatia. Busquemos ler, entender, conhecer, pesquisar, se interessar, só assim teremos a capacidade de expor nossos pensamentos e entender as idéias novas que nos chegam.
Fechar-se para idéias é vegetar intelectualmente, é manter-se propositalmente no sono da ignorância. Buscar respostas não implica obrigatoriamente em obtê-las, mas demonstra uma inclinação louvável para descobertas.
Por universos inexplorados a mente humana transita. Vagueia por entre a primitividade dos sentimentos e o cárcere das convenções. Seria o selvagem em estado puro uma ameaça ao status-quo ou o embrião da verdadeira liberdade?
Existe fanatismo em todas as áreas. O cientificismo estrito pode gerar um ateísmo fanático, da mesma maneira que a religiosidade cega causa o fundamentalismo.
Os teístas se recusam a ouvir as teorias ateístas e vice-versa.
Há uma intolerância perceptível entre essas duas tendências antagônicas, tendências estas que se assemelham como irmãs em comportamento quando nos referimos a antipatia.
Creio ser necessária uma postura não de negação pura e simples, mas de dúvida. Sempre.
O caminho para o verdadeiro conhecimento é o ceticismo.
Ser um cético é duvidar, mas não duvidar no sentido de metodicamente permanecer negando argumentos pelo simples ato de negar, mas, duvidar por estar buscando a compreensão mais racional possível.
De nada adianta negar argumentos simplesmente por antipatia a eles ou preconceito.
Tudo deve ser discutido para que se chegue a alguma conclusão, ou não.
François-Marie Arouet (Voltaire) já dizia : “Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo.”
A base da investigação racional é essa. Ouvir sem preconceitos. Entender para contestar.
Aquele que busca o conhecimento, não pode se dar ao luxo de evitar dados, venha de onde vier.
O tolo fala, o sábio ouve.