TORNA-TE QUEM TU ÉS!

Dicoteísmo.

Existem muitas pessoas que costumam defender que não há relação entre deuses e religião. Elas dicotomizam divindades de cultos. Essa prática as livra de certas incongruências religiosas, porém as mantêm ainda presas á raiz de toda crença metafísica, que é a desesperada necessidade humana de mascarar a vida com interpretações ilusórias da realidade.
Separar religiões de deuses, ou de um deus, apenas excluindo a liturgia, só faz disfarçar a influencia cultural, que sempre estará presente no pensamento humano.

Já ouvi pessoas dizerem que sua religião é deus, numa tentativa de diferenciar suas crenças particulares de manifestações religiosas tradicionais. Isso é contraditório, pois foram às próprias religiões que criaram deuses, ou pelo menos, deram uma roupagem mais objetiva de atributos aos deuses já existentes e que ainda estavam desorganizadamente esboçados na mente humana.



Por puro desconhecimento, a interpretação mística de fenômenos naturais gerou no ser humano a idéia de um deus, (ou vários) com o tempo o culto a essas divindades foi regrado, gerando assim práticas sistemáticas e organizadas que no futuro desembocaria nas religiões institucionalizadas. Se separarmos deuses de religiões estaremos afirmando que um nada tem a ver com o outro, isso em si é apenas uma tentativa infantil de apartar o “santo” do profano.

Partamos da idéia de um deus único sem ligação com religiões e que exista previamente, antes da criação de qualquer culto organizado. Chamo esse tipo de pensamento de dicoteísta que é a separação de deus de toda e qualquer religião. Os dicoteístas acham que a partir de um mau entendimento, a mensagem que esse deus trouxe aos diversos povos do mundo foi convertida nas varias religiões existentes, cujas praticas são ligadas a cultura dos povos em questão. Associar a mensagem de um deus a práticas humanas seria empobrecer e nodoar seu real significado.



É uma idéia até certo ponto simpática, porém isso nos remete a dois grandes problemas:
O primeiro seria a do questionamento da onisciência divina, ora, se deus é onisciente por que traria sua mensagem a povos que definitivamente não teriam a evolução necessária para entende-la? Deus não saberia previamente que tamanha variedade de interpretações geraria guerras genocidas?
O segundo ponto é o do erro primário dos próprios dicoteistas na raiz de sua crença, eles cometem a mesma falha das religiões instituídas em crer que sua interpretação de um deus é a correta e livre de erros. Acham que as demais interpretações estão erradas por estarem ligadas a culturas. Acham que o seu deus é o único, melhor entendido e verdadeiro. É o deus puro, livre da cegueira da equivocada tradução humana.

Os dicoteístas se diferenciam dos deístas pelo fato de acharem que deus é realmente uma divindade e não uma força inteligente da natureza, sem forma e sem sexo. Os dicoteístas são teístas, mas não seguem uma religião apesar de influenciados pelo monoteísmo cristão. Os deístas não são teístas clássicos nem têm religião, mas crêem numa energia cósmica criadora. Ambos crêem pela fé. O deísta não tem provas da existência dessa força cósmica e tenta explicar o improvável através do existente, enquanto que o dicoteísta basicamente é um criacionista preso às ilusões de um monoteísmo estilizado.

Argumentos e mais argumentos. E as provas?

Alguns afirmam que derrubar uma argumentação que visa provar que um deus existe não vai provar que esse deus não existe, só prova que tal argumentação carece de embasamentos racionais por ter falhas na lógica, por isso foi derrubada, e não porque o que ela defende não existe.
Como é?!!! Sim, eu já ouvi isso. Esse argumento é de uma comicidade de tirar o fôlego, não?
Tentar dicotomizar um raciocínio dessa forma demonstra o desespero que muita gente tem em crer no que não pode explicar através da racionalidade. Assumem que sua argumentação é deficiente, mas não assumem que o que ela defende é fantasioso. Preferem utilizar a fé pura e simples, sem experiências práticas, sem experimentos empíricos, ou seja, preferem crer por uma questão de necessidade psicológica. Dissecar um argumento dessa forma é torná-lo intelectualmente desonesto.


Ora, se uma argumentação que contenha provas irrefutáveis, nenhuma contradição e uma base firme de racionalidade é o que falta para provar a existência de um deus, quando se demonstra que ela carece justamente dessas bases obrigatórias, então se comprova claramente que o deus que ela defende não existe.

Se existir uma mente cósmica incompreensível, um cérebro etéreo universal, uma consciência perfeita que ocupe o todo, algo que esteja acima de todos os deuses pessoais criados pelo ser humano, ai quem afirmar isso terá que provar com argumentos concretos.
Assim sendo, voltaríamos ao inicio do problema não é? Só que com um deus diferente, impessoal, abstrato e mais subjetivo ainda.

Parece um argumento circular, utilizado para confundir o interlocutor, mas o ateísmo não se utiliza desse tipo de desonestidade intelectual.

Homossexualidade.

Porque os desvios do padrão são anormais?
Por causa do preconceito embasado numa limitação intelectual.
O ser humano tende a crer no que se padroniza, acredita que a verdade está contida onde as crenças do maior número de pessoas se encontram.
Será isso realmente uma verdade inegável?
Em se tratando de cultura e fé, não.
No que se refere a fenômenos comprovados empiricamente repetidas vezes, sim.

A gravidade existe? Pergunte aos suicidas que mergulharam de prédios.
Apesar deles não poderem mais responder, o “presente” que eles deixaram no chão, já é resposta suficientemente conclusiva.
Volte no tempo e pergunte a um viking se Odin existe, a resposta dele será de uma certeza inquestionável.
E para você, Odin existe? E Zeus? E Júpiter?
E Allah, e Iaweh, e Jesus?
Você já se questionou sobre a verdade de seus pais?
Falo “verdade de seus pais” no sentido de herança cultural, de aprendizado dentro de casa, na escola, nas ruas, entre amigos, de uma forma tão “natural” que aquilo nos parece a verdade absoluta.
“É porque é”.

A homossexualidade é “natural”?
O que seria algo natural?
O ser humano confunde o que é natural com o que é aceito pela maioria por ser fruto de uma padronização preconceituosa culturalmente imposta.
Preconceito, o nome já diz, conceituar previamente.
E como se faz isso? Herdando idéias já previamente estabelecidas.
E como se tem idéias estabelecidas?
Se deixando levar, sem questionar, pela cultura da qual tais idéias emergem.

Existe homossexualidade entre animais?
Sim. Sem dúvida.
Ora, eles escolheram? Eles decidiram?
Eles resolveram se aventurar por esse caminho para “ver como é o lance”?
Não. Isso, para eles, foi um ato perfeitamente natural.

O que vem da natureza é natural.
Qual a diferença entre formigas modificarem o jardim construindo um formigueiro e o ser humano mudar a paisagem erigindo prédios?
Nenhuma.
Tudo faz parte da natureza.
O ser humano faz parte da natureza, ele não é um ser a parte dela.

Quem disse que o sentido de um relacionamento é a reprodução?
Reprodução é apenas uma conseqüência, ou não.
O sentido de um relacionamento é estar junto de quem se ama.
Se o sentido de um relacionamento fosse pura e simplesmente a reprodução, casais de idosos não se apaixonariam, pois a natureza não permitiria.
Pessoas estéreis também não.
A natureza criaria dispositivos para manter essas pessoas sozinhas.
Que crueldade não?

Citando a religião, que é no que a totalidade dos preconceituosos se prende:
Se tudo o que deus faz é bom, e se o homossexual nasceu homossexual, não tendo escolha, então foi um ato divino. Sendo assim, foi vontade de deus.
Para se tornar um traficante, um estuprador ou um assaltante existe escolha.
Para se tornar um político corrupto, um padre pedófilo ou um pastor enganador também.
Quanto a “se tornar” homossexual, não.
Ninguém se torna homossexual.
Não há escolha... se nasce.
Então, faz parte da natureza, já que a pessoa não teve escolha.
Se a pessoa nasceu assim, então é natural.
Porém, como ela irá lidar com isso... ai sim, será uma escolha.

Ir contra a natureza, isso sim, é buscar negar o que se é.
Imagine um heterossexual negando sua condição para se tornar homossexual.
Isso é um absurdo? Claro.
Tanto quando um homossexual negar sua natureza para se obrigar a ser hetero.

Um pássaro pode se obrigar a ser réptil, só porque os répteis resolveram que ele tem que ser assim?
Um leão pode tornar-se herbívoro, só porque o treinador resolveu alimentá-lo com alface?
Não neguemos nossa natureza.

No Brasil os islâmicos dizem que sua religião é a da paz e do amor, claro, eles são minoria. Já no país deles, surram e estupram mulheres, espancam e executam homossexuais. Isso é amor?

Eles agem como skinheads, que são covardes quando estão em minoria, mas quando estão em bando, quando são a maioria agem como vândalos assassinos.
Valem-se das leis democráticas dos países laicos e desenvolvidos para abrir suas mesquitas pelo mundo, mas o que dizem as leis dos seus próprios países quanto a abertura de templos budistas, cristãos ou de outras religiões?

Os cristãos no Brasil são maioria, por isso, protestantes e católicos fanáticos entram na política para buscar meios legais de impor a toda uma nação suas fantasias primitivas e leis nazistas homofóbicas.
Em países desenvolvidos a união homoafetiva não é mais discutida tampouco permanece tabu, já foi resolvida há anos, todos têm seus direitos assegurados por leis.
O Brasil, como permanece na idade da pedra, ainda insiste em dar ouvidos a fanáticos com a sexualidade reprimida.

Bandidos que se valem de um povo ignorante para enriquecer.
Se dependesse desses pastores (que levam seus rebanhos para o abatedouro do intelecto) o Brasil viveria atado a valores da idade do bronze, seria escravo de uma ditadura religiosa primitiva.

Teoria "Dylanesca" da Reencarnação.

Reencarnar.
Ser trazido de volta a carne, conduzir novamente o espírito a um novo corpo.
Sem dúvida que toda essa mecânica misteriosa guarda muita imaginação.
O ser humano como um ser fundamentalmente emocional traz em si esse conteúdo primitivo de mistificação do que pode ser naturalmente explicado.
Vamos divagar um pouco.
A reencarnação ao invés de ser a transferência da alma de um corpo para o outro, tendo sido criada e organizada por uma mente cósmica além do nosso alcance de compreensão, por que não poderia ser uma “transfusão” de consciência, praticada pela natureza?
Fantasia por fantasia, busquemos a menos mística. (essa não seria a menos imaginativa).
Por que jogar toda a experiência adquirida no lixo?
Por que apenas não mantê-la latente no âmago do intelecto para utilizá-la no momento oportuno?
Por que desperdiçar milhões de anos de aprendizado gradativo e penoso?
Se as vezes se classifica a memória como uma gaveta que guarda nossas recordações, por que ela não poderia ser um armário com varias gavetas sendo cada uma o arquivo de uma vida diferente? Um arquivo com dados de milhões de anos.
Se ainda temos a velha violência primitiva presente, por que não ter as primeiras memórias guardadas?



A natureza poderia ter um dispositivo de transporte da consciência de um receptáculo (corpo) para outro na intenção de que todas as experiências não se perdessem e assim o ser humano se tornasse a cada “transfusão” mais apto para a sobrevivência e conseqüentemente para a reprodução.

A evolução das espécies demonstra que os corpos reagem ao meio, se modificando gradativamente a cada geração na intenção de adaptar-se a ele. Os transportes mnemônicos também poderiam ocorrer com a finalidade de sobrevivência através de uma adaptação inteligente, não apenas física.

E as lembranças do pós vida?
Parentes amorosos, “guias espirituais” que aparecem para nos dar uma ajuda caridosa?
Um amortecedor criado pelas nossas lembranças com o intuito de pacificar a “transfusão”.
E o que não se identificasse com nossas lembranças?
Falhas naturais de encaixe durante o processo somadas a presença do inconsciente coletivo.
Não foram poucas as vezes que ouvi a seguinte observação:” Nada vem do nada, tudo tem uma causa. As coisas não podem ter surgido ao acaso, deve haver uma mente por trás de tudo”

Que houve uma mente por trás do assassinato de Kennedy, eu concordo, assim como houve um planejamento e acobertamento para a morte de PC Farias (alguém se lembra disso?) em se tratando de criação do universo e posteriormente da vida orgânica como a conhecemos, se tem varias teorias, algumas embasadas em criteriosos e honestos estudos científicos, outras não.



Não posso dizer que existe dentro da ciência um consenso absoluto com relação a determinadas teorias e hipóteses, mas sabemos que todas seguem linhas de raciocínio que fatalmente a algum tempo se encontrarão. Como vem ocorrendo ao longo da historia.

As religiões não.



Deuses se excluem mutuamente. Cada religião tem o seu deus e leis que se chocam entre si. Por que um deus único seria o antagonista dele mesmo se dizendo único para cada religião? Por que um único deus criaria todo um ordenamento complexo, racista, exclusivista, machista, com a intenção de adaptar suas regras a época em que foram feitas e a cultura a que foi direcionada?

Nada vem do nada, da mesma maneira que nada vem de uma mente toda poderosa e eterna. A natureza se basta. Ela sempre existiu. Ela se testa, se cura, ela aprende e se adapta.



Por que para alguns é tão fácil conceber que um ser que nunca se mostrou para a humanidade claramente, que não tem forma (ou tem, para algumas religiões), que não foi criado por nada, mas criou tudo, sempre existiu e o universo não? “Por que tratar o tema a partir do “quem” e não do ”o que”?

Quem criou o universo? Formulação errada. Pergunte “o que” criou o universo. Se encaixarmos um “quem” já começamos a pergunta com a necessidade de uma justificativa.

Crença, fé, dogma? Não. Apenas um raciocínio embasado 13,7 bilhões de anos de observação.



A teoria de Oparin, comprovada pela experiência de Urey-Miller diz que elementos orgânicos podem ser gerados a partir de uma mistura de agentes inorgânicos, ou seja, grosseiramente falando, a vida pode surgir a partir da mistura de elementos não vivos. Uma junção de fatores externos não orgânicos podem sim criar aminoácidos fundamentais para o surgimento da vida.

Ora, o ser humano de hoje veio a surgir através de uma gradativa adaptação orgânica dos seres que o precederam ou veio do barro soprado por um ser invisível, já nascendo pronto? O universo surgiu a partir de explosões causadas naturalmente ou surgiu do nada, como um passe de mágica de um “faça-se a luz” místico?
Não, eu não sou teimoso, insano ou imaturo. Eu sou rebelde, e isso é tudo. Eu questiono o que precisa e deve ser questionado, isso pra mim é mais que lógico, é vital para a sobrevivência de minha sanidade. Eu não sigo padrões, modas ou senhores. Eu não creio em deuses, em santos ou em religiões. Mesmo se conseguirem me provar que uma mente superior existe, mesmo se conseguirem me provar a existência de um cérebro cósmico eu não o seguirei, pois não sigo reis ou deuses. Eu sigo o meu caminho, a minha cabeça, os meus sonhos. Não quero seguir lideres, não quero seguir idéias manipuladoras nem ser acorrentado de nenhuma forma.

Se você não crê em deus, de onde vem então seu senso de moralidade?



Já ouvi com freqüência essa pergunta, e sempre me questiono de onde tiraram a lógica para elaborá-la. O senso de moralidade do deus bíblico é questionável (o dos outros também). Existem varias passagens neste livro cuja intensidade da violência desse ser nos faz duvidar profundamente não só de suas boas intenções ou maturidade, mas também de sua sanidade. Deuses não inventaram a ética, eles próprios foram inventados para difundir um pensamento ético de época.

O senso da moralidade humana vem do mesmo lugar de onde vem o dos deuses, vem das culturas primitivas que necessitavam criar leis para o convívio social. Criando um deus moralista, eles buscavam refrear a violência das populações e acalmar seus instintos, bem como perpetuar o poder de alguns.



Vejamos o caso de Moises, que evidentemente é mítico. Para impor suas idéias, ele se isolou e depois voltou com “ordenamentos divinos” se dizendo o escolhido. Por que esse deus simplesmente não apareceu no céu e ditou calmamente seus desígnios para todo o povo? Então deuses precisam de escolhidos? Como acreditar num homem que diz que falou com um deus, que é seu escolhido e que todos devem segui-lo sem questionar? Moises levou uma moralidade religiosa específica para o seu povo. O separou do povo egípcio de uma maneira não só física, mas ideológica. Os egípcios eram muito promíscuos, e o povo judeu havia adquirido hábitos alheios a sua cultura, as relações homossexuais eram normais.

Moises separando os judeus dos egípcios proibiu esse tipo de relação, atribuindo essa ordem a um deus, e a partir daí surgiu o preconceito que vemos hoje em dia. Sua fundamentação é pura e simplesmente religiosa e vem de uma moralidade machista de época. O mesmo se aplica as mulheres. Dizer que o homem é superior as mulheres e que elas devem servi-lo é clássico de sociedades machistas com deuses antropomorfos e masculinizados.



Deuses moralistas representam o superego, a censura, são um freio para o egoísmo das vontades. Nenhuma moralidade veio de deuses, a ética vem do próprio ser humano, assim como a invenção daqueles que seriam seus guardiães, os deuses.
O equivocado senso comum perpetua a idéia dogmática de que um deus bondoso e preocupado com a sua criação teria finalmente feito contato com a humanidade através de um escolhido, podendo assim, transmitir suas leis, ordenamentos, vontades, conselhos, etc. Essas narrativas evidentemente são lendas. Invertamos o raciocínio, imagine que alguns homens de aguçado senso moral e ético, ou sede de poder, viviam numa época selvagem, e por esse fato, não tinham como impor suas idéias a população, a partir daí criaram uma entidade mística que poderia facilitar a transmissão dessa moral. Assim as pessoas passariam a seguir regras de conduta que melhoraria o convívio social.



Alguns veriam nessa idéia um grande filão para o lucro fácil e o controle de multidões. Hoje em dia, a moral deturpada demonstra que deuses nada mais são que um bom motivo para pastores enriquecerem e padres bolinarem crianças. Deuses fazem seres humanos se matarem, explodirem bombas, degolarem pessoas e extirparem o clitóris de meninas, dentre outras selvagerias.

O senso de moralidade do ser humano claramente foi se desenvolvendo gradativamente com o passar dos séculos. Até hoje em dia continua assim. O ser humano percebeu naturalmente que deveria haver um contrato social que possibilitasse uma harmonia no convívio. Ele percebeu que poderia criar regras que estabeleceria sua segurança física e patrimonial e que a reciprocidade desse acordo organizaria a sociedade. Não foi necessário um deus castrador aparecer do nada para colocar cabresto na selvageria humana.



Eu sempre achei intrigante o critério que o ser humano usa para afirmar que o deus dele existe, mas o deus do outro não.
Como uma pessoa em pleno uso do seu cérebro pode afirmar que Mickey existe, mas que Zé Colméia é uma lenda de povos primitivos?


Stalin, Mao tse-tung e Pol Pot eram loucos megalomaníacos e reprimiram a religião porque ela ficou no caminho dos seus regimes ditatoriais, eles não seguiam cartilhas anti religião. Eles atacaram a religião pela política, porém a religião ataca a si mesmo por sua própria ideologia. A religião não só segue uma cartilha anti ateísmo, como também um pensamento centralizador e dogmático que faz com que ela persiga até outras religiões, veja o caso dos xiitas e sunitas, protestantes e católicos, judeus e muçulmanos, etc.
Até especificamente dentro do próprio catolicismo houve perseguições a quem não aceitava a doutrina oficial estabelecida por Roma. Foram as chamadas disputas cristológicas. Qualquer um que não acate as diretrizes oficiais da igreja, é imoral, é inimigo e merece o fogo eterno. Regimes políticos são deturpados por homens, mas homens são deturpados por religiões.
Fé é crença sem evidência. Se houvesse evidencia não seria fé, seria aquisição de conhecimento através de fatos comprovados. Fé é uma coisa, fato e outra. A lógica não leva ninguém a crer num deus, pelo contrario. Só se pode crer em deuses pela fé. Se a pessoa usar o pensamento racional, verá que não há lógica na existência de deuses. Pelo menos os tradicionais.


A evolução é um fato observável, não é um delírio ideológico. Ainda existem lacunas, claro, mas serão preenchidas no devido tempo, a base já se tem e não é fraca. Já a única base para a existência de deuses é a psicológica e cultural fruto da natural necessidade humana de buscar divindades para não assumir a responsabilidade de sua própria existência. Não poder afirmar uma coisa não quer dizer que seu oposto seja verdadeiro, ou seja, não poder ter 100% da evolução explicada não quer dizer que a humanidade surgiu de um estalo de dedos de um hippie místico.



É fácil provar que determinado deus não existe, basta ver as contradições que o cercam. Se um deus é realmente um deus ele deve ser perfeito, ele não se contradiz como o deus bíblico faz freqüentemente. Nem entregaria a sua palavra a pessoas que não entenderiam absolutamente nada. Imagine eu entregando a chave do meu carro a uma pessoa de nove anos e depois dizendo que ela se acidentou por causa do livre arbítrio. O que o ateu não sabe, ele admite e busca respostas, o teista não, ele é arrogante e afirma que quando não se tem respostas...pronto...foi um deus (o dele).
Impossível não comentar o pronunciamento da ilustríssima deputada Miriam Rios. Mais uma vez a religião mistura-se com a política e comprova o que a história nos mostra freqüentemente. Ignorância exposta em frases preconceituosas embasadas numa completa e absoluta falta de conhecimento de causa. Inacreditável que uma pessoa possa falar o que ela falou e não ser presa. Expor um preconceito bárbaro disfarçado de liberdade de expressão é deturpar a lei. Não se pode argumentar com religiosos, pois eles vivem num mundo diferente, cheio de anjinhos, de santinhos e deuses cruéis e vingativos. Vivem no mundo do senhor dos anéis. Miriam Rios provou que a religião não é só o ópio do povo, mas tb a cachaça do acéfalo. Ela precisava fazer alguma coisa para sair do ostracismo global, e ao invés de encabeçar uma causa nobre e humanitária, preferiu levantar a bandeira do nazismo. Quem ela ira perseguir alem dos homossexuais? Os judeus? Os negros? Ela fala que a pessoa “escolheu” ser homossexual. Que falta de informação! Como uma pessoa pode escolher ser homossexual? Ela escolheu ser hétero? Não. O Brasil teima em andar sempre para trás. É inaceitável que no século XXI, pessoas que moram no reino de Alice, detenham poder e possam votar leis. Chega de fantasia. Chega de tolerância com os intolerantes. Se as religiões não respeitam a liberdade do individuo então ela não tem que ser respeitada. A religião atrasa a humanidade, violenta a lógica e cospe no bom senso.
Se pelo menos o espiritismo não fosse cristão isso o ajudaria mais. Se ele fosse só teísta (aos moldes do deísmo) creio que sua força em convencer os céticos seria mais acentuada. Uma filosofia espiritualista que enaltece um ser humano cujo registro histórico é inexistente deixa-nos cheio de dúvidas.


Se uma mente cósmica, uma inteligência universal realmente existir, creio que esse “ser” não tem religião, visto que as religiões são tão repletas de contradições que esse fato por si só já destrói toda e qualquer suposta perfeição do ser que elas adoram. Se as religiões são dogmáticas e o dogma é uma “verdade” indiscutível por ser embasada em fé, sendo a fé crença sem evidencia, então tais dogmas são visceralmente falaciosos.

Nosso conhecimento é sim limitado, e por isso não podemos nos dar ao ignorante luxo de criarmos divindades para todos os gostos no intuito de limitar mais ainda nosso cérebro com mentiras que fatalmente estacionarão nosso intelecto. Os cientistas sabem que o conhecimento humano precisa se desenvolver, por isso não são só os primeiros a buscar respostas, mas também partem na frente quando a questão é afirmar que não têm todas elas. O que fazem então, encaixam o misticismo na falta de respostas? Não.



Os religiosos quando não tem respostas usam um deus para tapar o buraco. “Se não tem explicação, pronto! Foi um deus”. É o chamado argumento do deus das lacunas.

Aquele que verdadeiramente questiona e raciocina, não faz isso.

É possível que exista uma “inteligência universal” incompreensível? Pode ser, apesar de parecer improvável (pelo menos nos moldes tradicionais) Mas o que isso muda? Nada.

Se essa “mente universal” interfere no nosso cotidiano (como muitas religiões afirmam) é porque ela precisou mudar algo que não lhe agradou. Sendo assim ela se contrapôs a um comportamento, ou fato, para mudá-lo. Se ela precisou mudar algo é porque não sabia que aquilo aconteceria, pois se soubesse nem deixaria ocorrer para que tivesse que mudar depois. (correr atrás do prejuízo). Se esse for o modus operandi dela, então ela não pode ser classificada como “mente superior”.

Ao passo que, se essa “mente cósmica” não interfere em nada, deixa-nos exercer nosso suposto livre arbítrio, então qual a importância de sua existência para nós?

Um ser inteligente que habite o desconhecimento humano é no mínimo um ser preguiçoso adepto da auto-humilhação, pois podendo mostrar-se claramente prefere habitar nas sombras da dúvida. Seria um ser que entregou a humanidade ao “deus dará” (não resisti).


A evolução nada mais é que a ação da natureza no corpo humano com a intenção de adaptá-lo ao que está fora dele.

E por que a natureza quer a adaptação do corpo do ser humano às intempéries do clima e as peculiaridades do meio?
Para que ele sobreviva na intenção de procriar e eternizar a raça.

Não podemos associar a evolução a um criador, pois sendo assim não haveria o que a caracteriza (tempo, tentativas, fracassos, adaptação, etc.), mas sim, “produto imediatamente finalizado”.

A suposta perfeição de um criador absolutamente sem erros seria o suficiente para criar um ser finalizado, sem que fosse preciso evolução.

Se o ser humano vem de um passado de adaptações gradativas ao meio, isso por si caracteriza a ação da natureza e não de um deus perfeito. A perfeição cria imediatamente, pois sendo perfeita não necessita de tentativas.

O corpo humano permanece com seus erros, até que com o tempo, evolua mais ainda para que não seja tão sensível a doenças.
Se o corpo humano fosse um produto de uma mente inteligente, ele não estaria sujeito a males que afligissem sua saúde.

Se eu crio uma maquina defeituosa, eu também sou defeituoso.

Então, das duas uma: Ou foi um deus que criou o ser humano (mas se assim fosse ele não seria perfeito, já que o ser humano não é) ou foi simplesmente a natureza que desenvolveu os seres (como vem fazendo até hoje) no intuito de harmonizá-lo com o seu meio para que ele sobreviva.


Citando Sartre, o ser humano sendo senhor do seu destino, teria uma grande responsabilidade, pois estaria sujeito ao fracasso pela fatalidade de suas próprias decisões equivocadas. Percebendo isso, ele criou em seu cérebro complexo uma figura que lhe tiraria tal culpa de ser o artífice de sua própria derrota: deus. Assim, ele pode dizer: “|Ahhh eu fracassei porque meu sucesso não foi a vontade de deus”. O existencialismo vai por esse caminho. Afirma que o homem está condenado a ser livre, e por ser livre ele não suporta essa carga, então por má-fé, cria a figura do pai celestial (que substitui seu pai natural) para servir como um amortecedor das culpas pelos seus fracassos.
O homem não nasce predisposto a ações, ele vai se construindo ao longo da vida. Sua existência antecederia sua essência. Pois a partir dela (a existência) é que ele construiria seu modo de ser (essência). Só os objetos inanimados teriam uma essência, como por exemplo, uma mesa, que é pensada antes de ser construída. Ela já teria uma finalidade previa. Não o ser humano.
Apesar de parecer meio contraditório, eu encaixaria as influências do meio, da educação e o genético, como determinante das escolhas humanas. O existencialismo prega o livre arbítrio, o determinismo não. Como então fazer essa junção? O ser humano é livre para decidir (como Sartre pregava) ou tem suas decisões já previamente “amarradas” por influencia do meio, genética e educacional? Onde ficaria o meio termo?



Crer no determinismo significa acreditar que seriamos quase robôs, que nosso comportamento e reações já estariam definidos antes mesmo de pensarmos neles. Ao passo que crer no livre arbítrio seria ter a certeza de que nossas decisões seriam única e exclusivamente nossas, porem isso acarretaria (como já falei) algumas contradições. Eu posso escolher matar alguém, mas e se a pessoa não quiser morrer (obviamente) ela não poderá decidir quanto a isso.
Partindo do pressuposto da existência de um deus, ele já sabia que eu iria matar a tal pessoal, ele não interferiu, mas sabia, então foi cúmplice por omissão. Se ele já sabia por que não fez nada? Porque teria deixado a decisão em minhas mãos. Ok, mas ele (repito) já sabia a decisão que eu tomaria não? Sim, claro, sendo um deus claro que saberia.
O livre arbítrio só seria então real se ele não soubesse, mas se ele não soubesse não seria deus. Logo, se a minha decisao já era conhecida, então havia uma predeterminação para meu ato, o que transformaria o livre arbítrio num determinismo.
Portanto, o livre arbítrio sartreano teria lógica por ser ateu e por entregar as decisões do ser humano a ele mesmo, ao passo que o livre arbítrio teísta seria contraditório, por aceitar ao mesmo tempo a existência de um livre arbítrio e de um ser onisciente.


Vamos por partes, (como Dexter gosta). Partindo do pressuposto que um deus (o de cada um) existe.
1. Dizer que uma regra religiosa é mal interpretada consiste em dizer que o deus que ditou aquela regra não o fez de forma correta. E isso por si só já descaracteriza a condição de perfeição que um deus deve ter. Se tais regras sagradas fossem meras sugestões divinas, então o ser humano poderia aceitar ou não. Ai sim existiria livre arbítrio. A pessoa poderia tomar sua decisão pensada sem se preocupar com punição, pois afinal, seria só uma sugestão.
2. Afirmar que regras ditadas por um deus deixam-se superar por particularidades culturais é sem duvida afirmar que o hábito humano e superior à leis divinas.
3. Se um deus houvesse criado o ser humano ele o faria perfeito e não precisaria de milhões de anos de evolução, pois isso só provaria a falta de perfeição do criador. Se eu vou criar algo, eu penso bastante antes para chegar ao máximo possível do “protótipo perfeito” se o desenvolvimento do homo-sapiens levou milhões de anos,( de tentativas e falhas ate chegarmos onde estamos hoje) isso destrói por si só a afirmação de que existiria um designer inteligente.
4. A homossexualidade é proibida nas religiões porque o que os religiosos querem são casais que se reproduzam para perpetuar o poder de suas ideologias primitivas e imbecilizantes. Não existem demônios, portanto a homossexualidade nada tem a ver com esse ser fictício criado apenas para amedrontar as pessoas no intuito de fazer com que elas busquem um suposto deus bom.
A fé não é o caminho para a verdade. Imagine que eu tenha três copos de vidro, cada um com uma cor diferente. Imagine também que eu peça para você me dar as costas para que eu possa quebrar um copo sem que você saiba qual é, com a intenção de que você adivinhe qual copo eu quebrei. Você só poderá usar sua fé para tentar adivinhar. Esse não seria o caminho mais lógico para se encontrar a verdade. Você encontraria a resposta se olhasse, se constatasse sem nenhuma duvida qual copo eu quebrei. Dessa maneira você teria evidências inquestionáveis, poderia se debruçar sobre o copo quebrado, tocar no vidro, comprovar sua cor, etc. Só dessa maneira você poderia chegar a verdade e não dando as costas às evidências para crer apenas pela fé. Só os ignorantes crêem pela fé. Porque fé não exige raciocínio.

Nossa bolha.

Tudo o que nasce morre.
O universo é infinito.
Tudo o que é infinito não tem fim.
Se não tem fim, não nasceu, pois se tivesse nascido teria um fim.
Se não nasceu, ou não existe ou sempre existiu
Como sabemos que o universo existe, então ele sempre existiu.


Porém a teoria do multiverso derruba o paralogístico (talvez) silogismo acima, afirmando que o universo como conhecemos (o nosso) teve um inicio e terá um fim. Pois cada universo faz parte de um conjunto composto por vários. Como uma imensa bolha de sabão flutuando dentre um numero infinito de outras. O espaço onde essas bolhas flutuam seria sim infinito, e sempre existiu.


Mas isso pode ser refutado de uma forma bem mais simples sem que precisássemos falar na teoria das cordas ou teoria M, ou qualquer outra coisa. Bastaria dizer que uma dízima periódica tem um inicio, mas não tem um fim.


Porém, ai viria outro “porém” o universo teria um fim, mas... o “oceano” onde a “bolha universal” estaria boiando, não.
O jornalista e um cirurgião da história. (isso me veio a cabeça agora e decidi postar.

“ Darwinizando deus”

Imagine no universo que sempre existiu, há algumas centenas de decilhões de anos, num lugar escuro e imensuravelmente longe do nosso sistema solar, que um choque de asteróides criou uma fagulha em especial, e que de alguma maneira natural, porém desconhecida essa fagulha tenha iniciado uma microscópica vida indescritivelmente primitiva.
Com o passar dos bilhões de anos essa micro-vida foi “passeando” pelo universo e evoluindo
vagarosamente. Uma forma de vida não corpórea, de energia, amorfa e que gradativamente foi adquirindo rudimentos de percepção.
Alguns quadrilhões de anos depois os primeiros sinais de uma pré-racionalidade começariam e se tornar evidentes e pouco a pouco esse “microcosmo de potencialidades” sairia do oceano do seu primitivismo para se arrastar pelas areias de suas possibilidades.
Sua cognição elementar, porém existente se adaptaria ao meio intuitivamente visando a preservação enquanto sua tímida introspecção começaria a discernir.
Após alguns milhões de anos sua instintividade quadrúpede se tornaria consciência e se ergueria e o que antes era um ensaio de entendimento se converteria no nascimento de um inquestionável intelecto.
Chegando ao estado atual, após quase uma “eternidade” evolutiva, a complexidade de sua inteligência definitivamente não seria sequer tocada levemente por seres com apenas alguns milhões de anos.
Como tudo que nasce, morre. Seus séculos vindouros estariam contados, pois também estaria sujeito as leis da natureza. Como o sol que já foi jovem e hoje é adulto.
Morrerá solitário, num universo que permanecerá, até o aparecimento de uma outra consciência cósmica “quase” eterna.

Hipótese da posterioridade divina:

Só ha três possibilidades para a existência do universo, ou alguma forma de inteligência superior o gerou, ou ele nasceu sozinho (vindo do nada) ou sempre existiu.

Visto que nada vem do nada, então a segunda opção poderia ser descartada, nos restando duas. Uma mente superior o criou ou ele sempre existiu.

Para uma inteligência superior ter criado o universo, seria fundamental que ela fosse infinitamente mais complexa que ele.

Porém, se nada vem do nada, então essa mente superior precisaria também ter sido gerada para que existisse. (ou sempre ter existido.)

Entre o universo sempre ter existido e uma mente superior sempre ter existido, a resposta mais lógica seria que o universo sempre existiu e nunca foi criado.

A mente superior pode ter sido gerada naturalmente depois, mas não antes do universo, visto que ele sempre existiu.
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Portanto já que o deísmo se refere a uma inteligência não intervencionista, lida com ela como se ela fosse subordinada as leis naturais. Então ela teria nascido num universo já existente e naturalmente organizado.

As contradições do deísmo.

O deísmo defende que uma inteligência superior sem forma, sem sexo, sem religião, que não fala em pecado, nem castigo, nem revelação, nem inferno e que se expressaria através das leis da natureza, teria criado todo o universo. Deixando-o sujeito as leis dessa natureza, ou seja, não seria preciso nenhum tipo de intervencionismo, pois tudo estaria sujeito a leis chamadas "leis naturais".

Crer numa "mente" superior, mesmo desvinculando essa crença de dogmas religiosos primitivos, não seria por si só mais um dogma?

Seria o deísmo uma forma de pseudo-racionalização, por crer sem provas na existência de uma mente superior criadora de tudo?

A natureza existe, ok, ela engloba o que nos cerca, o oxigênio, o céu, as estrelas, as árvores, animais etc, etc, mas isso seria prova inquestionável da existência de uma mente superior?

Isso não seria defender a pseudo-ciência chamada design inteligente? Pois as árvores teriam sua função, como os animais, o oxigênio, os organismos complexos, a química dos alimentos, etc.

O deísmo não seria então fideísta, por utilizar a existência da natureza para justificar a presença de um deus que nunca se viu? Não ver e crer é crer sem evidência, logo é crer pela fé.
Como crer pela fé e classificar a crença como racional?

Uma finalidade para o universo seria teleologia (Aristóteles usa o termo Causa final), portanto dogmática.

Crer num criador e ser contra dogmas não é contraditório?
Dizer que um deus seria a causa do mundo não é defender um sofisma chamado Argumento Cosmológico?
O deísta defendendo ferrenhamente sua “fé” como racional, não estaria se igualando aos dogmáticos que acham que o que está na bíblia é real e comprovado por ser registro “histórico”?
Substituindo o argumento do “registro histórico” pela tese da “existência da natureza como fator comprobatório da existência de uma inteligência superior criadora” não estaríamos dizendo que se a natureza existe então é porque deus deve existir? Isso corresponderia a dizer que se o pato Donald não existe então deus não deve existir. O que nos remeteria a seguinte questão: Não poder provar que algo não existe, não implica obrigatoriamente que deva existir. E não poderíamos inverter esse argumento, pois o ônus da prova pertence a quem faz a afirmação positiva.
Portanto, afirmar que a prova incontestável da existência de um deus é o fato da natureza existir e ser organizada é dizer que se existe “o relógio, deve existir um relojoeiro” esse é um argumento dogmático, pois não há provas. Além disso seria defender o sofisma da Complexidade Irredutível.

Twiitando



Cada dia que passa eu creio menos no bípede implume.
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Quer queira quer não, a lógica move o intelecto, e o intelecto aduba a evolução.
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Da para levar a sério um grupo de homens que acredita numa cobra falante?
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Não é se arrependendo que o que se fez desaparece. Tudo tem conseqüências, e mesmo aquele que sinceramente se arrepende, tem que estar sujeito a punição proporcional.
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Eu não dou a outra face, pois não tenho duas caras.
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Aqueles que creem em deus deveriam ter a consciência que religiões nada têm a ver com ele.
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De que vale pensar tanto se as respostas não existem?
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Perguntas são regra, respostas são exceção.
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Chuva arremessada ao léu, manifetação de um deus? Serão lágrimas com gosto de fél ou cuspe em cima dos ateus?
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Superior mesmo, seria, ou deveria ser a fome por buscar respostas. Muitos têm, outros só acreditam no que lhe impõem. Questionar é o que legitimiza e comprova a existência humana.
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Torquemada e Stalin. As duas faces da mesma moeda.
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Respostas têm seu preço.
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Eu não sou ateu, eu sou agnóstico. Eu sou cético. Eu duvido. Não tenho certeza. Certezas são perigosas.
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Durante séculos os teístas impuseram seus deuses. Hoje, quando aparece um ateu questionador, a velha chama da Inquisição se acende.
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Como um religioso cristão pode interpretar os seis dias da criação como alguns milhões de anos e mesmo assim crer num ofidio falante?

O niilismo passivo é desgraçadamente poético...
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Quanta melancolia há num crepúsculo ensangüentado...
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Vão-se os dias, por entre os dedos escorrem as horas, mas as recordações me afundam na areia movediça da ampulheta.
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Horas a fio, no fio da navalha, no fio do trapézio esperando a ventania...
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...e quantas horas serão necessárias para que as horas passem?
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Que grande conquísta que é o raciocínio... e que grande desgraça que é pensar.
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Os amanhãs são fantasias... como o próprio tempo. Eu nunca vi um amanhã.
O passado existe e o presente é apenas uma transição para o impossível.
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A noite me segredou que o dia sorriria, mas que depois falaria de mim pelas costas.
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Não te entregues ao ócio, me falou a alvorada, e pare de imitar Omar Khayam, gritaram os pássaros.
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Quão doce seriam as manhãs se não existissem as recordações, e quão aconchegante seria o despertar.
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Apiedar-se do incauto é auto comiseração.
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Esmolando é que se conhece almas.
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Enaltecer a ignorância é fazer parte da tirania. Nenhum povo pode se isentar da responsabilidade de sua própria desgraça.
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Se no Brasil se utilizasse mais o cérebro e menos a bunda, não se faria na urna o que se faz na privada.
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O machismo não seria uma forma de oprimir a mãe?
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Então partindo do pressuposto que a educação doméstica advém da mulher, a mãe seria a fomentadora do machismo?
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Passo o dia pensando que seria melhor não pensar tanto.
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É uma pena eu não ser católico para poder ser excomungado.
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Já viram algum ateu com microfone em punho pregando o ateísmo em via pública?
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Seria o ato de apaixonar-se trair a si mesmo e a infidelidade um auto reencontro?
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A decadência é fundamentalmente poética.
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...e o velho gen egoísta a povoar com escravos frustados o paraíso perdido.
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Permaneço no cesto do balão, solitário acima das nuvens. Não sigo a multidão. A história já provou que a maioria sempre está errada.
Desconstruir, novamente esse tema me vem a cabeça, novamente essa palavra me persegue como um pesadelo de negação da mesmice empobrecedora do intelecto.
E que grande tontura (e tortura) se torna o viver se as correntes sempre nos arrastam para o mesmo buraco da robotização.
Não. Diga não ao agora imposto, como a inevitabilidade do pensamento humano.
Duvide, se instrua, ataque o tudo com o nada e o nada com o tudo. Pense. Rasgue a máscara da imparcialidade. Vc é parcial. Mesmo que seja conservador, abra a boca e desmistifique o acaso, pois ele nada mais é que criação sua. Não confunda Stephen Hawkins com Richard Dawkins. Não confunda liberdade com libertinagem, não confunda imunidade com impunidade.
Existem pessoas que querem dominar enquanto outras querem ser dominadas.
Esse é o sentido da religião. Sexo sem sexo.
O que são milagres? São violações das leis naturais.
Se deus existir, como poderia ter criado as leis da natureza para depois violá-las?
Se, de alguma maneira ficar provado amanhã que deus não existe, de uma forma absolutamente incontestável, de uma maneira que todos os 6 ou 7 bilhões de pessoas do mundo, da noite para o dia, tornem-se ateus, eu garanto que esse fato não me fará sair matando, ou estuprando ou roubando. Eu e bilhões não nos tornaremos maus pelo simples fato de ter sido provada a inexistência de deus.

O bom caratismo não depende da existência de um deus.
Ser bom, ser altruísta, querer ajudar as pessoas, ser feliz, querer ter uma familia, ter a moralidade saudável, ser uma pessoa de bom coração. Isso tudo independe de religiões ou da existência de um deus.

Os sacerdotes da Inquisição acreditavam em deus, Hitler acreditava em deus, os traficantes de drogas acreditam em deus, terroristas acreditam em deus, os padres pedófilos acreditam em deus e nem por isso são bons.

Não há relação entre ser bom e acreditar em deuses, como também não há relação entre ser mau e ser ateu.
Não entendo a tal justiça divina q todos falam.
Primeiro deixa que aconteça para depois tomar providência?
Políticos são como deuses, não merecem nossas esperanças.
Não confundamos política com políticos.
A política é uma mãe dedicada, o político é o filho traficante.
A felicidade é para os ignorantes, pois só os ignorantes são felizes, mas sua busca sintetiza a mais inteligente aspiração humana.
A conquista da estabilidade emocional, portanto existencial, é talvez a fantasia mais perseguida por esse bípede transtornado que é o ser humano.
Cada um tem seu ideal, cada um tem seu quadro pintado, elaborado e cuidadosamente pincelado em infinitos e complicados matizes de desejos.
O que é a verdade a não ser o entendimento de cada um.
A felicidade bóia num copo d̕agua para o sedento, está na gravidez para a gestante e num beijo para os apaixonados.
E depois da sede saciada, e depois do parto finalizado, e depois do beijo dado?
A busca continua, o inferno se estende. O desejo é um buraco sem fundo.
O desejo é real, a fome é real, mas a saciedade é uma ilusão.

Pratiquei a fé judaica há uns dez anos e por questionar os dogmas dessa religião abandonei minha crença, encontrando refúgio para meus questionamentos no ceticismo.
Há algum tempo minha sede foi parcialmente saciada quando encontrei uma certa lógica no deísmo.
O deísmo, por não crer num deus masculino e antropomorfo, é sem dúvida uma evolução no âmbito da crença numa divindade, porém penso que seu racionalismo é manco, por permanecer crendo (sem provas concretas ) em uma energia criadora. É uma modalidade de dogma pseudo-racional.
Comecei então a me perguntar se minha crença nessa consciência universal seria apenas fruto de fé. E cheguei à conclusão que sim.
Então me tornei agnóstico. Ateu cético. Nunca nenhum argumento me provou cabalmente a existência de uma energia criadora, como nunca nenhuma argumentação me comprovou indubitavelmente a inexistência dessa energia.
Eu duvido, não nego. Creio que a dúvida é o caminho para o conhecimento e não a pura e simples negação.
Eu ouço tanto teístas quanto ateus, bem mais do que um ouve o outro. Escuto seus argumentos e contesto o que acho não ter embasamento. Para o ateu não defendo que deus exista, apenas nego sua argumentação, se essa for falha. Para o teísta contra-argumento rebatendo os pontos que entendo serem embasados em dogmatismo. Não posso negar (ainda) que deus exista, mas também não posso afirmar.
Essa postura não me faz estar em cima do muro, como muitos acham, mas me faz permanecer em constante estado de dúvida. Em vigília ininterrupta na busca por conhecimento.
Em diversas passagens bíblicas existem procedimentos altruístas interessantes e ela sem dúvida está repleta de lições de bom caratismo a serem seguidas, porém, não podemos negar que está repleta de genocídios, incestos e infidelidade.
Para mim é fundamental entender as coisas.
Se esse tal desejo de deus (se é que existe) não pode ser entendido, então se torna pra minha lógica, impossível de ser seguido. Não posso cegar meu raciocínio a ponto de caminhar por uma estrada que desconheço e sem questionar, apenas porque alguém supostamente superior disse que será melhor assim.
Sera melhor para quem?
Arte é a produção de sentimentos, é a materialização de impressões.
Seja em que esfera for, na área plástica, na música ou na literatura.
A forma e o significado é dado por cada um. Porém o observador pode entender determinada obra até de uma maneira oposta a que o criador entende. Peneiramos com o cérebro o que nos chega pelos sentidos e através desse entendimento criamos nossas próprias definições. Por isso que sempre afirmo que a verdade nada mais é que uma interpretação. Cada um tem a sua.
Cada cérebro entende à sua maneira e tem uma forma peculiar de absorver e processar a informação.
É muito importante que essa idiossincrasia seja burilada, seja esculpida através de leituras e buscas incessantes de conhecimento.
O material é vasto, o interesse infelizmente nem tanto, por conseguinte, muitos compreendem de forma equivocada a mensagem enviada, pois a falta de um pensamento crítico prejudica profundamente o entendimento da informação.
Para que possamos engrandecer nosso poder de entendimento o primeiro passo é não impedir a informação de chegar até nós por preconceito. A própria palavra já define sua limitação: Pré- conceito. Conceituar previamente, sem absolutamente nenhum conhecimento daquilo, já julgamos, condenamos e executamos.
Venha de onde vier, é informação. Não limitemos nosso cérebro ao que equivocadamente julgamos como certo e errado. Raciocinemos.
Quando estamos dentro de um buraco olhamos pra cima.
Isso não quer dizer que aquele que esteja em pé a sua borda
seja obrigatoriamente superior.
Ele está mais alto apenas porque quem olha está mais baixo,
e quando ele estende a mão é para colocar-nos em seu nível.
Se não temos a mente aberta, isso não quer dizer que quem tenha seja superior, só quer dizer que ainda não saimos de nosso buraco.

Platão se referia à caverna, eu me atenho ao buraco,
onde aquele que vagueia pela escuridão do seu fundo
é o homem em estado de alienação.
É aquele que se deixa levar pelas verdades dos outros
e por dogmas cuja racionalidade facilmente destrói.
Pensemos, racionalizemos, fujamos da penumbra do raciocínio.
Escalemos as paredes do buraco de nossa ignorância para atingir a luz da razão.

É uma questão de natureza. A coruja pia, a cobra silva, a ovelha bali . Eu falo como falo, escrevo como escrevo pois se falasse ou escrevesse diferente não seria eu. Creio que a linguágem tem uma importância extrema, seja, evidentemente, escrita ou falada. É através dela que expomos idéias, e tal manifestação do intelecto deve ser exercitada sempre. Tão importante quanto saber expor, é saber escutar. É buscar um entendimento racional daquilo que se quer compreender. Para tal é importantíssimo ler. Nada justifica a falta de interesse no saber, a não ser a preguiça mental. Não querer adquirir conhecimento é em si um ato passível de antipatia. Busquemos ler, entender, conhecer, pesquisar, se interessar, só assim teremos a capacidade de expor nossos pensamentos e entender as idéias novas que nos chegam.
Fechar-se para idéias é vegetar intelectualmente, é manter-se propositalmente no sono da ignorância. Buscar respostas não implica obrigatoriamente em obtê-las, mas demonstra uma inclinação louvável para descobertas.
Por universos inexplorados a mente humana transita. Vagueia por entre a primitividade dos sentimentos e o cárcere das convenções. Seria o selvagem em estado puro uma ameaça ao status-quo ou o embrião da verdadeira liberdade?
Existe fanatismo em todas as áreas. O cientificismo estrito pode gerar um ateísmo fanático, da mesma maneira que a religiosidade cega causa o fundamentalismo.
Os teístas se recusam a ouvir as teorias ateístas e vice-versa.
Há uma intolerância perceptível entre essas duas tendências antagônicas, tendências estas que se assemelham como irmãs em comportamento quando nos referimos a antipatia.
Creio ser necessária uma postura não de negação pura e simples, mas de dúvida. Sempre.
O caminho para o verdadeiro conhecimento é o ceticismo.
Ser um cético é duvidar, mas não duvidar no sentido de metodicamente permanecer negando argumentos pelo simples ato de negar, mas, duvidar por estar buscando a compreensão mais racional possível.
De nada adianta negar argumentos simplesmente por antipatia a eles ou preconceito.
Tudo deve ser discutido para que se chegue a alguma conclusão, ou não.
François-Marie Arouet (Voltaire) já dizia : “Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo.”
A base da investigação racional é essa. Ouvir sem preconceitos. Entender para contestar.
Aquele que busca o conhecimento, não pode se dar ao luxo de evitar dados, venha de onde vier.
O tolo fala, o sábio ouve.
Não é necessário ir contra a própria natureza para que as pessoas lhe dêem valor.
Se algumas pessoas não dão, se afaste delas, pois serão destrutivas pra você. Simples.
Não se envolva com pessoas que apontam seus defeitos.
Não se relacione com pessoas que lhe rebaixam, apenas para se sentirem elevadas.

Não aja como querem que você aja, nem exija que se comportem como você espera.
Apenas seja você e se afaste de quem não aceita isso.
De que adianta tentar ser “esperto” e se sentir mal por ir contra a própria natureza?
Para que agir como você jamais agiria. Apenas para ser aceito?
Dessa maneira você não será aceito por si mesmo.
A pessoa sente dentro dela quando age errado.
Seja você mesmo. Só isso. É só quem você pode ser.

Esse ser antropomorfo, ou consciência amorfa, ou como queira chamar, para o qual todos direcionam pedidos desesperados ou humildes agradecimentos não é so disputado violentamente pelas religiões, mas também por cada um daqueles que crêem.
Jamais vi uma pessoa se referir a tal entidade utilizando o termo “nosso”, porém é comum a todos o uso do pronome possessivo “meu”.
Isso reflete bem a personalidade humana, cujo egoísmo é tão visceral que até se referindo a um deus, atribui a esse ser o condição de propriedade.
É tao comum, até como expressão corriqueira se utilizar o termo “MEU Deus!”, nunca “NOSSO Deus”. Não por respeito aos descrentes, não como expressão cuidadosa no sentido de não impor uma crença, mas por puro egoísmo.
E mesmo apesar desse egoísmo, não guardam para si suas crenças nem seu deus, mas os impõem violentamente como uma verdade coletivamente aceita, irrefutável e absoluta.
Outros utilizam, é verdade, o termo “nosso senhor”, como uma expressão aparentemente oposta, porém igualmente imposta. Moldaram seu deus às suas necessidades e agora o exportam como produto finalizado e devidamente empacotado. Vendido nas prateleiras dos templos, onde as escrituras sagradas são conhecidas como papel-moeda.
Sempre que recebo e-mails de cunho religioso, respondo com uma pergunta: E se eu enviasse um e-mail para você com um conteúdo ateu, você se sentiria invadido e desrespeitado em sua fé?
Claro que sim.
Então por que tentam impor suas verdades? Por que me enviam histórias inegavelmente fantasiosas de milagres, de ressureições e curas impossíveis?
A cura viria de um deus então?
Ora, e a doença? Ninguém jamais ressuscitou, nem jamais ressuscitará. Isso é impossível.
A racionalidade e a lógica básica e rudimentar me impedem de crer em acontecimentos dessa natureza. Por que então essa necessidade desesperada que as pessoas têm de violentar seu próprio intelecto buscando acreditar em improbabilidades tão patentes?
É o que eu chamo de “Processo duplo”.
Quando estou escrevendo poemas e um surge por dentro do outro, sem avisar, sem anunciar previamente. E tenho que escrever os dois em separado, ao mesmo tempo.
Não que eu tenha começado a escrever sobre dois temas propositalmente. Não.
Mas um “se mete” por dentro das frases do outro, como um rato furioso por baixo das cobertas de uma cama desforrada, e me vejo forçado a escrever sobre assuntos similares, mas de forma oposta, utilizando frases diferentes e sentimentos conflitantes.
Por muitas vezes falo a mesma coisa mas de forma díspar, ou discorro acerca de assuntos até certo ponto opostos.
O processo criativo é o da desilusão a cada letra, é o da decepção a cada frase, mas buscado exaustivamente a forma para que a idéia tenha sentido, até chegar o sono imposto, o arder de olhos provocado pela dor de um exorcismo de sentimentos que exerce controle sobre o mais profundo pensamento. Escrever é um inferno e meus dez dedos no teclado não dão conta da velocidade das palavras que surgem vomitadas pelo passado.

Aldeização mental.



O problema dos que vivem numa aldeia é a assimilação visceral de suas limitações culturais.
Mesmo se o “aldeão” possuir um grau de desenvolvimento interessante do ponto de vista intelectual, a sua limitação às novidades se faz presente sempre que ele se depara com algo diferente das coisas que rotineiramente o cercam.
Seu meio é sagrado e seu habitat defendido com unhas e dentes. O “aldeão” criou um cerco de segurança onde nada de novo entra. Do seu perímetro “militar” ele não se afasta e monta sentinela com a arma do seu preconceito engatilhada.
Diferenças são vistas com desconfiança e por muitas vezes como ameaças.
Encaremos os “aldeões” como a população de um país subdesenvolvido (ou não), por maior que seja sua extensão, por mais populoso que seja o número de habitantes, a pequenez está em sua cabeça.
A simples percepção de alguém vestido de uma forma diferente da que ele classifica como “normal”, faz com que o “aldeão” se sinta desconfortável e incomodado com aquela demonstração “desrespeitosa” de liberdade.
Ele reage irracionalmente a qualquer tênue brisa de mudança e busca reprimir de todas as formas a evolução natural das sociedades. Sua aversão ao novo é uma fobia perigosa, pois em nome dela milhares de pessoas ao longo da história da humanidade foram torturadas e mortas.
O “aldeão” utiliza não só a ideologia política, mas também a religião, para impor suas idéias ultrapassadas e castradoras da livre manifestação do pensamento.
Através dos filhos, ele perpetua a antipatia a todas as opiniões contrárias a sua e mesmo depois de sua morte, sua nefasta obra limitadora permanece por anos.
Não sejamos “aldeões”. Busquemos entender o novo e as diferênças.
Quem disse que estamos certos e os outros estão errados?
Resgatemos nosso cérebro das nossas limitações de entendimento.
Quando um homem elogia uma mulher, quem agradece é ele.
A mulher só diz: De nada
Nunca: Disponha

Histórias de amor só são histórias de amor quando terminam em tragédias.
Ninguém tem interesse em se informar acerca da rotina que se estabelece após a consolidação de um relacionamento. Já imaginaram Romeu e Julieta pagando contas e limpando as fraudas sujas dos filhos?
O grande mágica dos filmes românticos hollywoodianos ou dos grandes contos clássicos sobre o tema é justamente a dificuldade que permeia o começo da relação. Os desencontros, as tramas dos invejosos para que o casal não fique junto e por muitas vezes as limitações cruelmente impostas pelas família dos apaixonados, no torpe intuito de mantê-los afastados.
E assim vamos suspirando e torcendo para que o casal após tanto sofrimento, se encontre por acaso em alguma estação de trem ou a beira de um lago e finalmente fiquem juntos para sempre.
Sera que é isso mesmo que queremos?
Me pergunto as vezes se não seria uma contradição amar e permanecer junto, pois o desgaste natural que vem com a rotina, para muitos é fator decisivo na derrocada do romantismo.
Então como amar?
Como pôr em prática esse sentimento sem desgastá-lo?
Outro fator importante que vale a pena ser mencionado é o porque de se amar.
Porque amamos?
Amar então seria buscar numa outra pessoa aquilo que não temos em nós?
Isso não acarretaria numa série de cobranças?
Amar verdadeiramente nada tem a ver com cobrar ou impor.
Seria o amor uma contradição de si mesmo?
A simplicidade é o estado puro da inteligência,
é onde a sinceridade é mais evidente
e ainda não profanada pelo intelecto
em sua elaboração mais concreta.
As vezes me questiono sobre a validade dessa tal “inteligência”.
Concordo que racionalizar é buscar as verdades, e sem o intelecto seria impossivel combater doenças, buscar soluções para os problemas inerentes a condição humana, evoluir, etc.
Ok, eu entendo, mas me refiro ao relacionamento interpessoal.
Ao longo dos anos percebi que quanto mais se sabe, menos se deseja saber. Seria então a verdade algo tão desprezível?
Que verdade seria essa, tão buscada e execrada quando descoberta?
Como lidar com a verdade? Como ser mais gentil com todos? Como conviver sem impor?
Como aceitar as pessoas?
A única resposta que encontrei é a que vem da empatia.
É se colocar no lugar dos outros e tentar sentir o que eles sentem para poder entender certas atitudes. Julgar é inacreditavelmente fácil, mas entender é quase impossivel.
Temos que sofrer, e sugar cada momento de sofrimento como uma aula de sensibilização.
Temos que passar por momentos difíceis para nos depurar e entender o outro em seu momento de dor.

Quando eu leio converso com minha cabeça.
Quando eu leio converso com as letras e com as idéias.
Idéias que se misturam pelos corredores do meu cérebro como o bom e velho Whisky de sempre. As idéias descem como uma cachoeira revoltada, quase desorganizada, mas se afunilam e chegam onde devem chegar. No centro de minha alma. Ai sim...as mudanças ocorrem.
Eu sopro a zarabatana para dentro de mim e o dardo chega ao meu coração, envenenado de verdades que ninguém quer ouvir, as vezes nem eu, mas a dor faz parte do nascimento.
Nascer nao é só ser vomitado por uma vagina, nascer (ou renascer) é começar a perguntar os porquês. É começar a entender. Por isso que pensar é tão perigoso, pois existe quem queira que tudo permaneça exatamente como está. Pensar é a maior arma contra o status quo. Raciocinar é ter a certeza que as mudanças dever começar. O ponto de partida é dentro de si mesmo.
Porém, fundamentalmente preciso de uma outra cabeça para conversar sobre as impressões que tive com relação ao que li.
Mexer no imexível é a função do insatisfeito, é o dever do questionador.
Rever conceitos aparentemente inalteráveis, isso é enovar, isso é viver, como se modificássemos uma receita de bolo que supostamente havia chegado a perfeição.
Isso prova que tudo pode ser revisto, que tudo pode ser recriado.
Questione tudo. Questione o questionamento.
Pense.
Exista através do cérebro e dos atos de mudança que ele gerar.
Exercite seu raciocínio com dúvidas.
Quem não tem dúvidas, quem aceita e se cala, não pensa, e esse sim já está morto.
Eu não posso oferecer a outra face,
eu não tenho outra face.
Eu só tenho uma.
Me falta essa outra cara.
Aquela que apresentam na hora de mentir.
( Trecho do Poemeu: Face)

Pensar.
Que grande conquista, que grande vantagem, que grande descoberta.
Que grande martírio, que grande maldição, que grande enclave na primitividade.
O raciocínio...
hoje em dia peça de museu para uma infinidade de seres humanos.
Antes se pensava mais que hoje. Nietzsche que o diga.
Seres humanos... ah seres humanos! Que bela decepção! Que perfeita contradição!
Seres humanos que portam-se como entidades inclassificáveis, pois até animais são mais gentis, agradáveis e inteligentes.
Que triste degeneração essa, da forma de ser, da forma de portar-se, da forma de falar e de pensar.
Esperança?
Não me pergunte...
Não sou o ser mais indicado para falar de esperança.
Para o pugilista a razão de sua existência é lutar, tanto quanto para a bailarina é dançar.
Essas “razões de existência“ são particulares, cada um tem a sua o que as torna muito peculiares a cada ser. São fantasias criadas para dar algum sentido a vida, para abrandar as agruras diárias e as incertezas filosóficas de como seria o porvir.
É uma auto-hipnose com o propósito de nos dar forças para sair da cama e combater o tédio perpétuo da falta de respostas. E é justamente pela falta dessas respostas, que criamos então as nossas.
Como a mitologia greco-romana, que nada mais era que uma tentativa de interpretar a vida embasada em arte, não em racionalidade. Era só o que eles tinham, sua imaginação. Então, por não conseguirem explicar tudo o que se passava ao seu redor,(de onde vinha a chuva, qual a origem do universo, dos relâmpagos, etc,) criaram suas próprias histórias.
Podemos então concluir que não existe motivo para existir, a não ser o que cada um criou pra si mesmo. Porém no sentido real isso não poderia se chamar de razão ou motivo, mas sim de motivação. Motivações tão fortes que tornam-se razões de vida.


É da perturbação que nasce o fluxo criativo. É no movimento das mórbidas engrenágens da existência que o conflito deve se instaurar como fator determinante de mudanças.
A quebra de uma continuidade encarceradora é o único meio de se sentir realmente vivo.
Transgredir é libertar-se, mas pensar é um inferno quando o raciocínio nos leva a certeza de que realmente somos prisioneiros e que é uma situação irremediável.
Aí está a vantágem de se ser um ignorante. A felicidade.
Precisamos de um pensamento desconstrutivo, ou seja, um raciocínio que desconstrua através do questionamento as certezas geradas e consolidadas desde a infância de que temos a obrigação de perpetuar idéias e valores.
Desconstruir não é destruir:
Destruir é eliminar uma idéia para substituí-la por um outro modelo de pensamento, um novo paradigma que fatalmente se estagnaria com o tempo. Perdendo a real função de sua criação, se tornaria tão hediondo quanto o valor que o precedeu.
Desconstruir é deslocar. É ter a consciência não só que determinadas idéias já estão ultrapassadas, que são daninhas ao livre pensamento, mas criar novas em oposição, porém sem eliminar as pré-existentes no sentido puro da comparação entre ambas.
Se buscarmos eliminar a tristeza, como poderemos então dar valor a felicidade?
Aproveitemos então os momentos de dor para criar, para sentir, para aprender e não simplesmente para negar esses preciosos instantes buscando afastamento da sua importância para a criatividade e o auto-aprofundamento.
“Deus sem o diabo, já teria arrumado as malas.”
As mulheres dizem que todos os homens são iguais,
mas mesmo assim procuram por um diferente.
Preocupar-se com a morte? Porque?
A morte nada mais é que uma necessidade fisiológica da vida.
Nós seremos excrementos da existência evacuados em alguma privada cósmica.
Preocupe-se apenas em ser um dejeto de bom caráter,
porque do cheiro você nunca escapará.
"O sentido de tudo é uma contradição em si,
pois é o oposto daquilo que quer denominar.
Por que quando se busca o sentido de tudo
é o nada que se vai encontrar."
(Fragmento do meu poema: No sofá.)

Se é na simplicidade que se encontra a genialidade
e na humildade que reside a sapiência.
Então Deus (se é que existe) nunca saberá se desculpar.
Verdades são apenas interpretações.
Aquele que olhava para a Medusa se transformava em pedra.
Não seria a Medusa uma representação simbolica dos nossos medos?
Medos que nos petrificariam ante a impossibilidades de vencê-los.
Homens e mulheres são diferentes
e nada que se faça a respeito mudará isso.
Homens e mulheres têm reações diferentes ao mesmo estímulo,
tem prioridades diferentes, têm respostas diferentes a mesma questão.
Ambos funcionam de forma distinta, não so biologicamente, mas filosoficamente.
Portanto não me surpreende que um casamento termine, me surpreende que ele dê certo.
O argumento preconceituoso dos conservadores
em relação a união entre pessoas do mesmo sexo
como sendo uma influência na sexualidade da criança
adotada é falho,
pois se todos os filhos de casais héteros
obrigatoriamente permanecessem héteros ao crescer
não existiriam homossexuais.
Aprisionado em ti mesmo,
sois teu próprio carrasco.
Por trás de que máscara
se esconde a chave da tua cela?
Se o homem é produto do meio
e o meio é produto do homem,
logo o homem é produto do homem.

Se o que supomos ser nossa consciência
é fruto de uma percepção derivada dos nosso sentidos
que são falhos na aquisição de conhecimento,
então se alterássemos essa consciência-suposta,
não poderíamos assim chegar a algum tipo de verdade?
Eu que pensei que a solidão se bastasse, me enganei.
Achei que a solidão não pudesse ser complementada,
pois sendo complementada deixaria de ser solidão.
Pseudo-contradição.
O complemento da solidão é o isolamento.
Solidão é por dentro.
Isolamento é por fora.
Isolamento é a solidao externa e solidão é o isolamento interno
A única coisa que se encaixa
entre o homem e a mulher
é o pênis e a vagina.
Muitas vezes nem isso.

Canabis.


Criar uma lei que vai de encontro a liberdade individual é pedir para essa lei ser descumprida.
Normatizar repressivamente o que por princípio deveria ser respeitado como livre exercício da opinião e consciência é sem duvida querer punir o leão por ele devorar o domador.
Não se pode nem externar conceitos a respeito do tema, sendo as opiniões positivas ao consumo, pois é crime de apologia.
Quer dizer, falar contra pode a favor nao. É crime.
Concordo plenamente e não discuto que se levarmos em consideracao o grau de desenvolvimento sócio-econômico que o Brasil se encontra, liberar a maconha seria um caos.
Não que uma liberação fizesse quem não fuma vir a fumar, mas se ha tantos problemas com as drogas que já são liberadas, porque liberar mais uma?
Porém culpar quem fuma maconha por homicídios não acho justo. É um raciocinio perigoso pois parte do pressuposto da obediência cega a leis que reprimem o exercício do ato consciente.
Se o governo decide que a maconha prejudica o ser humano, podem existir seres humanos que discordem dessa opinião. Só porque é lei, isso não quer dizer que seja a verdade absoluta.
Há uma grande difrença entre descumprir uma lei vitimizando uma outra pessoa e descumprir uma lei utilizando no seu próprio corpo conscientemente substancias quimicas. É o chamado crime sem vítima. O que tento dizer é que o ser humano é livre para decidir, não precisa ser reprimido ou preso por tomar uma decisao em relação a si mesmo.