TORNA-TE QUEM TU ÉS!

Não é necessário ir contra a própria natureza para que as pessoas lhe dêem valor.
Se algumas pessoas não dão, se afaste delas, pois serão destrutivas pra você. Simples.
Não se envolva com pessoas que apontam seus defeitos.
Não se relacione com pessoas que lhe rebaixam, apenas para se sentirem elevadas.

Não aja como querem que você aja, nem exija que se comportem como você espera.
Apenas seja você e se afaste de quem não aceita isso.
De que adianta tentar ser “esperto” e se sentir mal por ir contra a própria natureza?
Para que agir como você jamais agiria. Apenas para ser aceito?
Dessa maneira você não será aceito por si mesmo.
A pessoa sente dentro dela quando age errado.
Seja você mesmo. Só isso. É só quem você pode ser.

Esse ser antropomorfo, ou consciência amorfa, ou como queira chamar, para o qual todos direcionam pedidos desesperados ou humildes agradecimentos não é so disputado violentamente pelas religiões, mas também por cada um daqueles que crêem.
Jamais vi uma pessoa se referir a tal entidade utilizando o termo “nosso”, porém é comum a todos o uso do pronome possessivo “meu”.
Isso reflete bem a personalidade humana, cujo egoísmo é tão visceral que até se referindo a um deus, atribui a esse ser o condição de propriedade.
É tao comum, até como expressão corriqueira se utilizar o termo “MEU Deus!”, nunca “NOSSO Deus”. Não por respeito aos descrentes, não como expressão cuidadosa no sentido de não impor uma crença, mas por puro egoísmo.
E mesmo apesar desse egoísmo, não guardam para si suas crenças nem seu deus, mas os impõem violentamente como uma verdade coletivamente aceita, irrefutável e absoluta.
Outros utilizam, é verdade, o termo “nosso senhor”, como uma expressão aparentemente oposta, porém igualmente imposta. Moldaram seu deus às suas necessidades e agora o exportam como produto finalizado e devidamente empacotado. Vendido nas prateleiras dos templos, onde as escrituras sagradas são conhecidas como papel-moeda.
Sempre que recebo e-mails de cunho religioso, respondo com uma pergunta: E se eu enviasse um e-mail para você com um conteúdo ateu, você se sentiria invadido e desrespeitado em sua fé?
Claro que sim.
Então por que tentam impor suas verdades? Por que me enviam histórias inegavelmente fantasiosas de milagres, de ressureições e curas impossíveis?
A cura viria de um deus então?
Ora, e a doença? Ninguém jamais ressuscitou, nem jamais ressuscitará. Isso é impossível.
A racionalidade e a lógica básica e rudimentar me impedem de crer em acontecimentos dessa natureza. Por que então essa necessidade desesperada que as pessoas têm de violentar seu próprio intelecto buscando acreditar em improbabilidades tão patentes?
É o que eu chamo de “Processo duplo”.
Quando estou escrevendo poemas e um surge por dentro do outro, sem avisar, sem anunciar previamente. E tenho que escrever os dois em separado, ao mesmo tempo.
Não que eu tenha começado a escrever sobre dois temas propositalmente. Não.
Mas um “se mete” por dentro das frases do outro, como um rato furioso por baixo das cobertas de uma cama desforrada, e me vejo forçado a escrever sobre assuntos similares, mas de forma oposta, utilizando frases diferentes e sentimentos conflitantes.
Por muitas vezes falo a mesma coisa mas de forma díspar, ou discorro acerca de assuntos até certo ponto opostos.
O processo criativo é o da desilusão a cada letra, é o da decepção a cada frase, mas buscado exaustivamente a forma para que a idéia tenha sentido, até chegar o sono imposto, o arder de olhos provocado pela dor de um exorcismo de sentimentos que exerce controle sobre o mais profundo pensamento. Escrever é um inferno e meus dez dedos no teclado não dão conta da velocidade das palavras que surgem vomitadas pelo passado.

Aldeização mental.



O problema dos que vivem numa aldeia é a assimilação visceral de suas limitações culturais.
Mesmo se o “aldeão” possuir um grau de desenvolvimento interessante do ponto de vista intelectual, a sua limitação às novidades se faz presente sempre que ele se depara com algo diferente das coisas que rotineiramente o cercam.
Seu meio é sagrado e seu habitat defendido com unhas e dentes. O “aldeão” criou um cerco de segurança onde nada de novo entra. Do seu perímetro “militar” ele não se afasta e monta sentinela com a arma do seu preconceito engatilhada.
Diferenças são vistas com desconfiança e por muitas vezes como ameaças.
Encaremos os “aldeões” como a população de um país subdesenvolvido (ou não), por maior que seja sua extensão, por mais populoso que seja o número de habitantes, a pequenez está em sua cabeça.
A simples percepção de alguém vestido de uma forma diferente da que ele classifica como “normal”, faz com que o “aldeão” se sinta desconfortável e incomodado com aquela demonstração “desrespeitosa” de liberdade.
Ele reage irracionalmente a qualquer tênue brisa de mudança e busca reprimir de todas as formas a evolução natural das sociedades. Sua aversão ao novo é uma fobia perigosa, pois em nome dela milhares de pessoas ao longo da história da humanidade foram torturadas e mortas.
O “aldeão” utiliza não só a ideologia política, mas também a religião, para impor suas idéias ultrapassadas e castradoras da livre manifestação do pensamento.
Através dos filhos, ele perpetua a antipatia a todas as opiniões contrárias a sua e mesmo depois de sua morte, sua nefasta obra limitadora permanece por anos.
Não sejamos “aldeões”. Busquemos entender o novo e as diferênças.
Quem disse que estamos certos e os outros estão errados?
Resgatemos nosso cérebro das nossas limitações de entendimento.
Quando um homem elogia uma mulher, quem agradece é ele.
A mulher só diz: De nada
Nunca: Disponha

Histórias de amor só são histórias de amor quando terminam em tragédias.
Ninguém tem interesse em se informar acerca da rotina que se estabelece após a consolidação de um relacionamento. Já imaginaram Romeu e Julieta pagando contas e limpando as fraudas sujas dos filhos?
O grande mágica dos filmes românticos hollywoodianos ou dos grandes contos clássicos sobre o tema é justamente a dificuldade que permeia o começo da relação. Os desencontros, as tramas dos invejosos para que o casal não fique junto e por muitas vezes as limitações cruelmente impostas pelas família dos apaixonados, no torpe intuito de mantê-los afastados.
E assim vamos suspirando e torcendo para que o casal após tanto sofrimento, se encontre por acaso em alguma estação de trem ou a beira de um lago e finalmente fiquem juntos para sempre.
Sera que é isso mesmo que queremos?
Me pergunto as vezes se não seria uma contradição amar e permanecer junto, pois o desgaste natural que vem com a rotina, para muitos é fator decisivo na derrocada do romantismo.
Então como amar?
Como pôr em prática esse sentimento sem desgastá-lo?
Outro fator importante que vale a pena ser mencionado é o porque de se amar.
Porque amamos?
Amar então seria buscar numa outra pessoa aquilo que não temos em nós?
Isso não acarretaria numa série de cobranças?
Amar verdadeiramente nada tem a ver com cobrar ou impor.
Seria o amor uma contradição de si mesmo?
A simplicidade é o estado puro da inteligência,
é onde a sinceridade é mais evidente
e ainda não profanada pelo intelecto
em sua elaboração mais concreta.
As vezes me questiono sobre a validade dessa tal “inteligência”.
Concordo que racionalizar é buscar as verdades, e sem o intelecto seria impossivel combater doenças, buscar soluções para os problemas inerentes a condição humana, evoluir, etc.
Ok, eu entendo, mas me refiro ao relacionamento interpessoal.
Ao longo dos anos percebi que quanto mais se sabe, menos se deseja saber. Seria então a verdade algo tão desprezível?
Que verdade seria essa, tão buscada e execrada quando descoberta?
Como lidar com a verdade? Como ser mais gentil com todos? Como conviver sem impor?
Como aceitar as pessoas?
A única resposta que encontrei é a que vem da empatia.
É se colocar no lugar dos outros e tentar sentir o que eles sentem para poder entender certas atitudes. Julgar é inacreditavelmente fácil, mas entender é quase impossivel.
Temos que sofrer, e sugar cada momento de sofrimento como uma aula de sensibilização.
Temos que passar por momentos difíceis para nos depurar e entender o outro em seu momento de dor.

Quando eu leio converso com minha cabeça.
Quando eu leio converso com as letras e com as idéias.
Idéias que se misturam pelos corredores do meu cérebro como o bom e velho Whisky de sempre. As idéias descem como uma cachoeira revoltada, quase desorganizada, mas se afunilam e chegam onde devem chegar. No centro de minha alma. Ai sim...as mudanças ocorrem.
Eu sopro a zarabatana para dentro de mim e o dardo chega ao meu coração, envenenado de verdades que ninguém quer ouvir, as vezes nem eu, mas a dor faz parte do nascimento.
Nascer nao é só ser vomitado por uma vagina, nascer (ou renascer) é começar a perguntar os porquês. É começar a entender. Por isso que pensar é tão perigoso, pois existe quem queira que tudo permaneça exatamente como está. Pensar é a maior arma contra o status quo. Raciocinar é ter a certeza que as mudanças dever começar. O ponto de partida é dentro de si mesmo.
Porém, fundamentalmente preciso de uma outra cabeça para conversar sobre as impressões que tive com relação ao que li.
Mexer no imexível é a função do insatisfeito, é o dever do questionador.
Rever conceitos aparentemente inalteráveis, isso é enovar, isso é viver, como se modificássemos uma receita de bolo que supostamente havia chegado a perfeição.
Isso prova que tudo pode ser revisto, que tudo pode ser recriado.
Questione tudo. Questione o questionamento.
Pense.
Exista através do cérebro e dos atos de mudança que ele gerar.
Exercite seu raciocínio com dúvidas.
Quem não tem dúvidas, quem aceita e se cala, não pensa, e esse sim já está morto.
Eu não posso oferecer a outra face,
eu não tenho outra face.
Eu só tenho uma.
Me falta essa outra cara.
Aquela que apresentam na hora de mentir.
( Trecho do Poemeu: Face)

Pensar.
Que grande conquista, que grande vantagem, que grande descoberta.
Que grande martírio, que grande maldição, que grande enclave na primitividade.
O raciocínio...
hoje em dia peça de museu para uma infinidade de seres humanos.
Antes se pensava mais que hoje. Nietzsche que o diga.
Seres humanos... ah seres humanos! Que bela decepção! Que perfeita contradição!
Seres humanos que portam-se como entidades inclassificáveis, pois até animais são mais gentis, agradáveis e inteligentes.
Que triste degeneração essa, da forma de ser, da forma de portar-se, da forma de falar e de pensar.
Esperança?
Não me pergunte...
Não sou o ser mais indicado para falar de esperança.
Para o pugilista a razão de sua existência é lutar, tanto quanto para a bailarina é dançar.
Essas “razões de existência“ são particulares, cada um tem a sua o que as torna muito peculiares a cada ser. São fantasias criadas para dar algum sentido a vida, para abrandar as agruras diárias e as incertezas filosóficas de como seria o porvir.
É uma auto-hipnose com o propósito de nos dar forças para sair da cama e combater o tédio perpétuo da falta de respostas. E é justamente pela falta dessas respostas, que criamos então as nossas.
Como a mitologia greco-romana, que nada mais era que uma tentativa de interpretar a vida embasada em arte, não em racionalidade. Era só o que eles tinham, sua imaginação. Então, por não conseguirem explicar tudo o que se passava ao seu redor,(de onde vinha a chuva, qual a origem do universo, dos relâmpagos, etc,) criaram suas próprias histórias.
Podemos então concluir que não existe motivo para existir, a não ser o que cada um criou pra si mesmo. Porém no sentido real isso não poderia se chamar de razão ou motivo, mas sim de motivação. Motivações tão fortes que tornam-se razões de vida.


É da perturbação que nasce o fluxo criativo. É no movimento das mórbidas engrenágens da existência que o conflito deve se instaurar como fator determinante de mudanças.
A quebra de uma continuidade encarceradora é o único meio de se sentir realmente vivo.
Transgredir é libertar-se, mas pensar é um inferno quando o raciocínio nos leva a certeza de que realmente somos prisioneiros e que é uma situação irremediável.
Aí está a vantágem de se ser um ignorante. A felicidade.
Precisamos de um pensamento desconstrutivo, ou seja, um raciocínio que desconstrua através do questionamento as certezas geradas e consolidadas desde a infância de que temos a obrigação de perpetuar idéias e valores.
Desconstruir não é destruir:
Destruir é eliminar uma idéia para substituí-la por um outro modelo de pensamento, um novo paradigma que fatalmente se estagnaria com o tempo. Perdendo a real função de sua criação, se tornaria tão hediondo quanto o valor que o precedeu.
Desconstruir é deslocar. É ter a consciência não só que determinadas idéias já estão ultrapassadas, que são daninhas ao livre pensamento, mas criar novas em oposição, porém sem eliminar as pré-existentes no sentido puro da comparação entre ambas.
Se buscarmos eliminar a tristeza, como poderemos então dar valor a felicidade?
Aproveitemos então os momentos de dor para criar, para sentir, para aprender e não simplesmente para negar esses preciosos instantes buscando afastamento da sua importância para a criatividade e o auto-aprofundamento.
“Deus sem o diabo, já teria arrumado as malas.”
As mulheres dizem que todos os homens são iguais,
mas mesmo assim procuram por um diferente.
Preocupar-se com a morte? Porque?
A morte nada mais é que uma necessidade fisiológica da vida.
Nós seremos excrementos da existência evacuados em alguma privada cósmica.
Preocupe-se apenas em ser um dejeto de bom caráter,
porque do cheiro você nunca escapará.
"O sentido de tudo é uma contradição em si,
pois é o oposto daquilo que quer denominar.
Por que quando se busca o sentido de tudo
é o nada que se vai encontrar."
(Fragmento do meu poema: No sofá.)

Se é na simplicidade que se encontra a genialidade
e na humildade que reside a sapiência.
Então Deus (se é que existe) nunca saberá se desculpar.
Verdades são apenas interpretações.
Aquele que olhava para a Medusa se transformava em pedra.
Não seria a Medusa uma representação simbolica dos nossos medos?
Medos que nos petrificariam ante a impossibilidades de vencê-los.
Homens e mulheres são diferentes
e nada que se faça a respeito mudará isso.
Homens e mulheres têm reações diferentes ao mesmo estímulo,
tem prioridades diferentes, têm respostas diferentes a mesma questão.
Ambos funcionam de forma distinta, não so biologicamente, mas filosoficamente.
Portanto não me surpreende que um casamento termine, me surpreende que ele dê certo.
O argumento preconceituoso dos conservadores
em relação a união entre pessoas do mesmo sexo
como sendo uma influência na sexualidade da criança
adotada é falho,
pois se todos os filhos de casais héteros
obrigatoriamente permanecessem héteros ao crescer
não existiriam homossexuais.
Aprisionado em ti mesmo,
sois teu próprio carrasco.
Por trás de que máscara
se esconde a chave da tua cela?
Se o homem é produto do meio
e o meio é produto do homem,
logo o homem é produto do homem.

Se o que supomos ser nossa consciência
é fruto de uma percepção derivada dos nosso sentidos
que são falhos na aquisição de conhecimento,
então se alterássemos essa consciência-suposta,
não poderíamos assim chegar a algum tipo de verdade?
Eu que pensei que a solidão se bastasse, me enganei.
Achei que a solidão não pudesse ser complementada,
pois sendo complementada deixaria de ser solidão.
Pseudo-contradição.
O complemento da solidão é o isolamento.
Solidão é por dentro.
Isolamento é por fora.
Isolamento é a solidao externa e solidão é o isolamento interno
A única coisa que se encaixa
entre o homem e a mulher
é o pênis e a vagina.
Muitas vezes nem isso.

Canabis.


Criar uma lei que vai de encontro a liberdade individual é pedir para essa lei ser descumprida.
Normatizar repressivamente o que por princípio deveria ser respeitado como livre exercício da opinião e consciência é sem duvida querer punir o leão por ele devorar o domador.
Não se pode nem externar conceitos a respeito do tema, sendo as opiniões positivas ao consumo, pois é crime de apologia.
Quer dizer, falar contra pode a favor nao. É crime.
Concordo plenamente e não discuto que se levarmos em consideracao o grau de desenvolvimento sócio-econômico que o Brasil se encontra, liberar a maconha seria um caos.
Não que uma liberação fizesse quem não fuma vir a fumar, mas se ha tantos problemas com as drogas que já são liberadas, porque liberar mais uma?
Porém culpar quem fuma maconha por homicídios não acho justo. É um raciocinio perigoso pois parte do pressuposto da obediência cega a leis que reprimem o exercício do ato consciente.
Se o governo decide que a maconha prejudica o ser humano, podem existir seres humanos que discordem dessa opinião. Só porque é lei, isso não quer dizer que seja a verdade absoluta.
Há uma grande difrença entre descumprir uma lei vitimizando uma outra pessoa e descumprir uma lei utilizando no seu próprio corpo conscientemente substancias quimicas. É o chamado crime sem vítima. O que tento dizer é que o ser humano é livre para decidir, não precisa ser reprimido ou preso por tomar uma decisao em relação a si mesmo.