TORNA-TE QUEM TU ÉS!

Teoria "Dylanesca" da Reencarnação.

Reencarnar.
Ser trazido de volta a carne, conduzir novamente o espírito a um novo corpo.
Sem dúvida que toda essa mecânica misteriosa guarda muita imaginação.
O ser humano como um ser fundamentalmente emocional traz em si esse conteúdo primitivo de mistificação do que pode ser naturalmente explicado.
Vamos divagar um pouco.
A reencarnação ao invés de ser a transferência da alma de um corpo para o outro, tendo sido criada e organizada por uma mente cósmica além do nosso alcance de compreensão, por que não poderia ser uma “transfusão” de consciência, praticada pela natureza?
Fantasia por fantasia, busquemos a menos mística. (essa não seria a menos imaginativa).
Por que jogar toda a experiência adquirida no lixo?
Por que apenas não mantê-la latente no âmago do intelecto para utilizá-la no momento oportuno?
Por que desperdiçar milhões de anos de aprendizado gradativo e penoso?
Se as vezes se classifica a memória como uma gaveta que guarda nossas recordações, por que ela não poderia ser um armário com varias gavetas sendo cada uma o arquivo de uma vida diferente? Um arquivo com dados de milhões de anos.
Se ainda temos a velha violência primitiva presente, por que não ter as primeiras memórias guardadas?



A natureza poderia ter um dispositivo de transporte da consciência de um receptáculo (corpo) para outro na intenção de que todas as experiências não se perdessem e assim o ser humano se tornasse a cada “transfusão” mais apto para a sobrevivência e conseqüentemente para a reprodução.

A evolução das espécies demonstra que os corpos reagem ao meio, se modificando gradativamente a cada geração na intenção de adaptar-se a ele. Os transportes mnemônicos também poderiam ocorrer com a finalidade de sobrevivência através de uma adaptação inteligente, não apenas física.

E as lembranças do pós vida?
Parentes amorosos, “guias espirituais” que aparecem para nos dar uma ajuda caridosa?
Um amortecedor criado pelas nossas lembranças com o intuito de pacificar a “transfusão”.
E o que não se identificasse com nossas lembranças?
Falhas naturais de encaixe durante o processo somadas a presença do inconsciente coletivo.

Um comentário:

Marjorie (: disse...

acho que entendo o que você quis dizer :)