TORNA-TE QUEM TU ÉS!



Se uma mente cósmica, uma inteligência universal realmente existir, creio que esse “ser” não tem religião, visto que as religiões são tão repletas de contradições que esse fato por si só já destrói toda e qualquer suposta perfeição do ser que elas adoram. Se as religiões são dogmáticas e o dogma é uma “verdade” indiscutível por ser embasada em fé, sendo a fé crença sem evidencia, então tais dogmas são visceralmente falaciosos.

Nosso conhecimento é sim limitado, e por isso não podemos nos dar ao ignorante luxo de criarmos divindades para todos os gostos no intuito de limitar mais ainda nosso cérebro com mentiras que fatalmente estacionarão nosso intelecto. Os cientistas sabem que o conhecimento humano precisa se desenvolver, por isso não são só os primeiros a buscar respostas, mas também partem na frente quando a questão é afirmar que não têm todas elas. O que fazem então, encaixam o misticismo na falta de respostas? Não.



Os religiosos quando não tem respostas usam um deus para tapar o buraco. “Se não tem explicação, pronto! Foi um deus”. É o chamado argumento do deus das lacunas.

Aquele que verdadeiramente questiona e raciocina, não faz isso.

É possível que exista uma “inteligência universal” incompreensível? Pode ser, apesar de parecer improvável (pelo menos nos moldes tradicionais) Mas o que isso muda? Nada.

Se essa “mente universal” interfere no nosso cotidiano (como muitas religiões afirmam) é porque ela precisou mudar algo que não lhe agradou. Sendo assim ela se contrapôs a um comportamento, ou fato, para mudá-lo. Se ela precisou mudar algo é porque não sabia que aquilo aconteceria, pois se soubesse nem deixaria ocorrer para que tivesse que mudar depois. (correr atrás do prejuízo). Se esse for o modus operandi dela, então ela não pode ser classificada como “mente superior”.

Ao passo que, se essa “mente cósmica” não interfere em nada, deixa-nos exercer nosso suposto livre arbítrio, então qual a importância de sua existência para nós?

Um ser inteligente que habite o desconhecimento humano é no mínimo um ser preguiçoso adepto da auto-humilhação, pois podendo mostrar-se claramente prefere habitar nas sombras da dúvida. Seria um ser que entregou a humanidade ao “deus dará” (não resisti).

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