TORNA-TE QUEM TU ÉS!

“ Darwinizando deus”

Imagine no universo que sempre existiu, há algumas centenas de decilhões de anos, num lugar escuro e imensuravelmente longe do nosso sistema solar, que um choque de asteróides criou uma fagulha em especial, e que de alguma maneira natural, porém desconhecida essa fagulha tenha iniciado uma microscópica vida indescritivelmente primitiva.
Com o passar dos bilhões de anos essa micro-vida foi “passeando” pelo universo e evoluindo
vagarosamente. Uma forma de vida não corpórea, de energia, amorfa e que gradativamente foi adquirindo rudimentos de percepção.
Alguns quadrilhões de anos depois os primeiros sinais de uma pré-racionalidade começariam e se tornar evidentes e pouco a pouco esse “microcosmo de potencialidades” sairia do oceano do seu primitivismo para se arrastar pelas areias de suas possibilidades.
Sua cognição elementar, porém existente se adaptaria ao meio intuitivamente visando a preservação enquanto sua tímida introspecção começaria a discernir.
Após alguns milhões de anos sua instintividade quadrúpede se tornaria consciência e se ergueria e o que antes era um ensaio de entendimento se converteria no nascimento de um inquestionável intelecto.
Chegando ao estado atual, após quase uma “eternidade” evolutiva, a complexidade de sua inteligência definitivamente não seria sequer tocada levemente por seres com apenas alguns milhões de anos.
Como tudo que nasce, morre. Seus séculos vindouros estariam contados, pois também estaria sujeito as leis da natureza. Como o sol que já foi jovem e hoje é adulto.
Morrerá solitário, num universo que permanecerá, até o aparecimento de uma outra consciência cósmica “quase” eterna.

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