TORNA-TE QUEM TU ÉS!


Pratiquei a fé judaica há uns dez anos e por questionar os dogmas dessa religião abandonei minha crença, encontrando refúgio para meus questionamentos no ceticismo.
Há algum tempo minha sede foi parcialmente saciada quando encontrei uma certa lógica no deísmo.
O deísmo, por não crer num deus masculino e antropomorfo, é sem dúvida uma evolução no âmbito da crença numa divindade, porém penso que seu racionalismo é manco, por permanecer crendo (sem provas concretas ) em uma energia criadora. É uma modalidade de dogma pseudo-racional.
Comecei então a me perguntar se minha crença nessa consciência universal seria apenas fruto de fé. E cheguei à conclusão que sim.
Então me tornei agnóstico. Ateu cético. Nunca nenhum argumento me provou cabalmente a existência de uma energia criadora, como nunca nenhuma argumentação me comprovou indubitavelmente a inexistência dessa energia.
Eu duvido, não nego. Creio que a dúvida é o caminho para o conhecimento e não a pura e simples negação.
Eu ouço tanto teístas quanto ateus, bem mais do que um ouve o outro. Escuto seus argumentos e contesto o que acho não ter embasamento. Para o ateu não defendo que deus exista, apenas nego sua argumentação, se essa for falha. Para o teísta contra-argumento rebatendo os pontos que entendo serem embasados em dogmatismo. Não posso negar (ainda) que deus exista, mas também não posso afirmar.
Essa postura não me faz estar em cima do muro, como muitos acham, mas me faz permanecer em constante estado de dúvida. Em vigília ininterrupta na busca por conhecimento.

2 comentários:

Danyelle Lima disse...

Acho que o eterno questionamento é o que faz dos seres humanos a máquina mais hiperativa do universo. Quando todas as respostas chegarem, a máquina já estará pronta pra ser desligada.
Bjus!
@danytrix_lima

Tony disse...

Ótimo texto Dylan.

Eu também vivo na eterna duvida. Sou católico de batismo apenas, mas não creio em Deus como os católicos. Também não me considero ateu e nem sou fã da teoria evolucionista, pois, sempre vai ter um ponto zero na teoria da evolução e você acaba com uma bela interrogação na cabeça.

Sem querer me aprofundar demais, tenho minhas próprias conclusões que um dia eu vou expor por escrito lá no cousas, no mais, permaneço na dúvida e no questionamento eterno. Agradeço por isso, pois me faz pensar e não viver preso por algum dogma idiota de uma seita qualquer que deixa você cego e surdo, mas soltando asneiras proféticas pelos cotovelos. Odeio isso.