TORNA-TE QUEM TU ÉS!


Histórias de amor só são histórias de amor quando terminam em tragédias.
Ninguém tem interesse em se informar acerca da rotina que se estabelece após a consolidação de um relacionamento. Já imaginaram Romeu e Julieta pagando contas e limpando as fraudas sujas dos filhos?
O grande mágica dos filmes românticos hollywoodianos ou dos grandes contos clássicos sobre o tema é justamente a dificuldade que permeia o começo da relação. Os desencontros, as tramas dos invejosos para que o casal não fique junto e por muitas vezes as limitações cruelmente impostas pelas família dos apaixonados, no torpe intuito de mantê-los afastados.
E assim vamos suspirando e torcendo para que o casal após tanto sofrimento, se encontre por acaso em alguma estação de trem ou a beira de um lago e finalmente fiquem juntos para sempre.
Sera que é isso mesmo que queremos?
Me pergunto as vezes se não seria uma contradição amar e permanecer junto, pois o desgaste natural que vem com a rotina, para muitos é fator decisivo na derrocada do romantismo.
Então como amar?
Como pôr em prática esse sentimento sem desgastá-lo?
Outro fator importante que vale a pena ser mencionado é o porque de se amar.
Porque amamos?
Amar então seria buscar numa outra pessoa aquilo que não temos em nós?
Isso não acarretaria numa série de cobranças?
Amar verdadeiramente nada tem a ver com cobrar ou impor.
Seria o amor uma contradição de si mesmo?

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