TORNA-TE QUEM TU ÉS!


Esse ser antropomorfo, ou consciência amorfa, ou como queira chamar, para o qual todos direcionam pedidos desesperados ou humildes agradecimentos não é so disputado violentamente pelas religiões, mas também por cada um daqueles que crêem.
Jamais vi uma pessoa se referir a tal entidade utilizando o termo “nosso”, porém é comum a todos o uso do pronome possessivo “meu”.
Isso reflete bem a personalidade humana, cujo egoísmo é tão visceral que até se referindo a um deus, atribui a esse ser o condição de propriedade.
É tao comum, até como expressão corriqueira se utilizar o termo “MEU Deus!”, nunca “NOSSO Deus”. Não por respeito aos descrentes, não como expressão cuidadosa no sentido de não impor uma crença, mas por puro egoísmo.
E mesmo apesar desse egoísmo, não guardam para si suas crenças nem seu deus, mas os impõem violentamente como uma verdade coletivamente aceita, irrefutável e absoluta.
Outros utilizam, é verdade, o termo “nosso senhor”, como uma expressão aparentemente oposta, porém igualmente imposta. Moldaram seu deus às suas necessidades e agora o exportam como produto finalizado e devidamente empacotado. Vendido nas prateleiras dos templos, onde as escrituras sagradas são conhecidas como papel-moeda.
Sempre que recebo e-mails de cunho religioso, respondo com uma pergunta: E se eu enviasse um e-mail para você com um conteúdo ateu, você se sentiria invadido e desrespeitado em sua fé?
Claro que sim.
Então por que tentam impor suas verdades? Por que me enviam histórias inegavelmente fantasiosas de milagres, de ressureições e curas impossíveis?
A cura viria de um deus então?
Ora, e a doença? Ninguém jamais ressuscitou, nem jamais ressuscitará. Isso é impossível.
A racionalidade e a lógica básica e rudimentar me impedem de crer em acontecimentos dessa natureza. Por que então essa necessidade desesperada que as pessoas têm de violentar seu próprio intelecto buscando acreditar em improbabilidades tão patentes?

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