TORNA-TE QUEM TU ÉS!

Aldeização mental.



O problema dos que vivem numa aldeia é a assimilação visceral de suas limitações culturais.
Mesmo se o “aldeão” possuir um grau de desenvolvimento interessante do ponto de vista intelectual, a sua limitação às novidades se faz presente sempre que ele se depara com algo diferente das coisas que rotineiramente o cercam.
Seu meio é sagrado e seu habitat defendido com unhas e dentes. O “aldeão” criou um cerco de segurança onde nada de novo entra. Do seu perímetro “militar” ele não se afasta e monta sentinela com a arma do seu preconceito engatilhada.
Diferenças são vistas com desconfiança e por muitas vezes como ameaças.
Encaremos os “aldeões” como a população de um país subdesenvolvido (ou não), por maior que seja sua extensão, por mais populoso que seja o número de habitantes, a pequenez está em sua cabeça.
A simples percepção de alguém vestido de uma forma diferente da que ele classifica como “normal”, faz com que o “aldeão” se sinta desconfortável e incomodado com aquela demonstração “desrespeitosa” de liberdade.
Ele reage irracionalmente a qualquer tênue brisa de mudança e busca reprimir de todas as formas a evolução natural das sociedades. Sua aversão ao novo é uma fobia perigosa, pois em nome dela milhares de pessoas ao longo da história da humanidade foram torturadas e mortas.
O “aldeão” utiliza não só a ideologia política, mas também a religião, para impor suas idéias ultrapassadas e castradoras da livre manifestação do pensamento.
Através dos filhos, ele perpetua a antipatia a todas as opiniões contrárias a sua e mesmo depois de sua morte, sua nefasta obra limitadora permanece por anos.
Não sejamos “aldeões”. Busquemos entender o novo e as diferênças.
Quem disse que estamos certos e os outros estão errados?
Resgatemos nosso cérebro das nossas limitações de entendimento.

Um comentário:

Marjorie (: disse...

eu entendo você! AUEHUHAEUHAE
religião não é uma coisa boa. temos que estar aberto a mudanças... mas mudanças boas, cabe a nós saber o que é bom ou ruim... só que temos infinitos desejos, e as vezes achamos que é bom e não é.
o que é bom pra uma pessoa, não pode ser ruim pra outra, senão não é bom.
o bem é universal.
creio eu.
é só a maneira de interpretar que muda.