TORNA-TE QUEM TU ÉS!

B)A vida como renovação eternizadora do Organismo Coletivo:

O amor é a espiritualização do estímulo reprodutor. É a romantização do impulso sexual. A natureza utiliza esse artifício como uma forma de fazer o ser humano crer que não ha manifestação de egoísmo em amar. É um pseudo-altruismo.

Busca incutir naqueles que se reproduzem a idéia de que perpetuar-se é um ato livre de qualquer egoísmo e derivado de sua própria vontade.

Ora, a pergunta é, porque perpetuar-se? Porque propagar os próprios gens?

Ato de amor? Ato de altruísmo?

Como podemos chamar a reprodução de um ato de amor ou de altruísmo se o objeto da reprodução (filho) não participou dessa decisão?

É uma resolução importante para ser tomada a revelia da parte principal e mais interessada.

Como podemos chamar a reprodução de um ato de amor, se os valores morais dos pais são impostos de forma ditatorial, exigindo-se que o ser gerado triunfe onde eles fracassaram?

A descarga hormonal da qual o cérebro é vitima naqueles que se dizem apaixonados cega-os para a possibilidade de qualquer decisão onde a racionalidade se torna obrigatória. Essa descarga dificulta a função da serotonina em estabelecer a comunicação entre os neurônios, dificultando portanto o raciocinio lógico. É o popular “pensar com o coração”.

Eis aí o egocêntrico ardil da natureza em prol de sua perpetuação.

Fazer crer que a existência tem algum sentido é o reconhecido artificio da natureza para que haja a reprodução.

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