TORNA-TE QUEM TU ÉS!


A) A morte como regeneração perpetuadora do Organismo Coletivo:

A natureza então seria a organizadora presente desse organismo e o indivíduo o objeto de ação dessa organização.

A morte do ser humano é uma necessidade, pois ele precisa ser retirado do sistema para manter a homeostase do organismo. A morte entãoseria programada pela natureza. O número de mortes seria então inversamente proporcinal ao número de nascimentos. Pois para que o organismo permaneça vivo faz-se necessário , evidentemente, que haja nascimentos, e para que os nascimentos não prejudiquem o organismo com o excesso de individuos é necessario consequentemente que haja a morte. Nascer e morrer tem a mesma importância para a natureza. Quando a população humana começa a se multiplicar de forma desordenada a natureza cria mecanismos para que ocorram eliminações individuais e coletivas, não só catástrofes naturais, como tsunames, furacões, terremotos, erupções vulcânicas, etc mas acidentes onde o maior número de pessoas são eliminadas.

A natureza também se utiliza de doênças e da própria velhice para substituir programadamente as suas células (indivíduos).

Se o ser humano é um produto da natureza, ele seria um objeto dela, comandado por ela. Vive porque exerce uma função e morrerá quando deixar de exercê-la. Mesmo se o ser humano suprimir sua própria existência a natureza agirá no ato. Chamo de Universalidade Regenerativa (UR) os meios utilizados pela natureza para a extinção individual ou coletiva do ser. (acima citados)

Quando me refiro a “meios utilizados”, me refiro a todos os tipos conhecidos de eventos que causem a eliminação de qualquer forma de vida.

Essas mortes são benéficas e necessárias ao funcionamento e a sobrevivência do organismo. Como as folhas que caem das árvores no outono, para que novas folhas ali nasçam.

Na condição de “células” de um grande organismo que obrigatoriamente precisa se renovar, somos vítimas do que chamo de Antropo-Necrose-Individual (ANI) que é caracterizada pela eliminação do individuo (mesmo de grupos) no intuito de possibilitar o “encaixe” de outro individuo no sistema, perpetuando assim o organismo através dessa substituição.

A diferença da UR para a ANI, seria conceitual, onde a UR seriam os meios, e a ANI seria o fim.

A morte então seria uma necrose do organismo imposta pela natureza ao objeto necrosado (ser-atuante, resultado do projeto, ser formado, indivíduo) para que ele desapareça e em seu lugar surja um outro objeto ( ser-idéia, projeto, ser em formação, pré-indivíduo) novo e assim o sistema seja perpetuado.

O sentido da existência portanto, seria individual , ou seja, é o que cada um dá a sua própria vida, pois sendo cada um apenas uma peça em um sistema, não ha naturalmente um sentido em existir sem fazer parte do todo.

Isso não nos daria por si só a certeza de algum sentido específico ou “oficial” do ponto de vista religioso, mas, pergunto, porque o sentido para a vida teria que ser obrigatoriamente religioso, ou espiritual? E se o sentido da vida for puramente biológico onde a natureza quase de forma anímica controle tudo ao seu estilo?

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